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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Lucro da Iguatemi mostra recuperação de shoppings para alta renda

Shopping Iguatemi Esplanada  - divulgação/Shopping Iguatemi Esplanada
Shopping Iguatemi Esplanada Imagem: divulgação/Shopping Iguatemi Esplanada
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Rafael Bevilacqua

17/03/2022 13h42

Hoje comentaremos os resultados sólidos reportados pela operadora de shoppings Iguatemi referentes ao quarto trimestre de 2021.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

Balanço da Iguatemi reforça visão positiva para shoppings de alta renda

A operadora de shopping centers Iguatemi (IGTI11) divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 na noite de terça-feira (15), novamente reportando números sólidos e em linha com as expectativas do mercado.

As vendas totais nos shoppings administrados pela companhia atingiram R$ 12,7 bilhões no trimestre, o que corresponde a um crescimento de 46,1% com relação ao quarto trimestre de 2020. As vendas nas mesmas lojas (SSS) subiram 27,5% na comparação anual.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 315 milhões no período, número 49,3% maior do que o reportado no quarto trimestre de 2019, período ainda anterior à pandemia. Em comparação com o último trimestre de 2020, o crescimento foi de 71,7%.

Por sua vez, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Iguatemi cresceu 10,5% em comparação com o quarto trimestre de 2019 e 22,5% com relação ao mesmo período de 2020, somando R$ 169 milhões.

Além disso, a companhia conseguiu reduzir sua dívida líquida em 4,6% no trimestre, para R$ 1,41 bilhão. Assim, o indicador de alavancagem financeira, medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2,57 vezes, queda de 0,25 vez em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

A inadimplência dos lojistas também apresentou uma redução expressiva, ficando em 1,4% no quarto trimestre do ano passado contra 9,3% nos últimos três meses de 2020.

Por fim, o lucro líquido da empresa cresceu 1,1% na comparação anual, totalizando R$ 82,8 milhões no trimestre.

Diante do balanço sólido apresentado, esperamos impacto positivo nas ações da Iguatemi no curto prazo. Os resultados fortes reportados pela companhia, que já estão acima do patamar pré-pandemia, reforçam a perspectiva de que os shoppings voltados para o segmento de alta renda têm apresentado uma rápida recuperação das perdas acumuladas durante a crise sanitária.

No pregão de quarta-feira (16), as ações da Iguatemi fecharam em alta de 2,33%, cotadas a R$ 17,98.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.