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4 fatores que vão influenciar o sobe e desce da Bolsa em agosto

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Do UOL, em São Paulo

04/08/2021 04h00

Existem fatores que vão afetar o sobe e desce da Bolsa de Valores em agosto e que precisam da atenção dos investidores, segundo o analista Felipe Bevilacqua, economista da Levante Ideias de Investimentos. A variante delta da covid-19 é um deles.

"O movimento de realização [venda de ações] da última semana se deu por causa do temor envolvendo preocupações com a variante delta. Uma nova recessão econômica, ocasionada por uma nova onda de infecções, é o que temem os investidores. Alguns países da Europa, do sudeste asiático e até mesmo os EUA retomaram algumas precauções por causa de casos envolvendo a nova variante", afirma. Veja abaixo o que mais pode preocupar os investidores em agosto.

1. Variante delta

A preocupação com o aumento no número de casos da variante preocupa todo o mundo.

Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, declarou na semana passada que o continente "caminha sobre gelo fino". Além da Alemanha, países como Portugal, Grécia, Espanha e Holanda optaram por endurecer algumas medidas, restringindo o limite de pessoas em eventos, assim como os horários de funcionamento.

Mas onde está a maior ameaça de colapso no sistema de saúde pública é no sudeste asiático. Isso porque países como Tailândia, Malásia, Indonésia, Vietnã, Filipinas, entre outros, ainda têm uma baixa porcentagem da população imunizada contra o vírus.

Juntamente com Japão e China, esses países têm registrado recordes de casos diários nas últimas duas semanas.

2. Vacinação

O andamento da vacinação é outro fator que pode afetar o mercado em agosto.

"Estamos em uma luta contra o tempo e contra a disseminação da variante, porém tudo indica que o país não deverá sofrer economicamente. O maior risco, de fato, é no sudeste asiático, pois as paralisações poderiam culminar na escassez de itens que têm produção concentrada na região. O avanço da vacinação no Brasil, EUA e Europa deve minar as ameaças de paralisação da economia", afirma Bevilacqua.

3. Juros e PIB nos EUA

Conforme o esperado, o Fed, banco central norte-americano manteve os juros básicos da economia na faixa de 0 e 0,25%, com um discurso neutro do presidente do Fed, Jerome Powell.

"Powell disse que, para a compra de títulos, ainda não tem prazo para iniciar a redução gradativa de compra dos ativos e reiterou a transitoriedade da inflação alta e que a retomada da economia segue desigual. Como eu disse, mais do mesmo", afirma Bevilacqua.

A surpresa, segundo o analista, ficou para o PIB norte-americano do segundo trimestre de 2021, que no comparativo anual cresceu 6,5%, bem abaixo da alta de 8,5% projetada pelo mercado.

"Com o resultado mais fraco e a postura leniente do banco central norte-americano, vimos o real brasileiro se fortalecendo frente ao dólar, o que ajudou, também, a derrubar os juros futuros no mercado doméstico", diz o analista.

4. Prévia da inflação de julho brasileira

"Mais uma vez a prévia da inflação veio acima das expectativas, com uma alta de 0,72%, o que está ajudando a gerar apreensão no mercado. O esperado é que haja um movimento de desaceleração já em agosto, conforme os efeitos da política monetária vão sendo sentidos na economia", afirma o analista.

"Apesar do temor dos investidores em função da variante delta estar causando essa volatilidade no mercado, sigo otimista. O avanço da vacinação deve minar as ameaças e impulsionar a retomada da economia. O temor é 'barulho' no curto prazo, o que tende a se regularizar nos próximos meses", diz.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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