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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Investir no Tesouro Direto é uma boa, mas qual deles é a melhor opção?

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10/11/2021 04h00

A alta de juros promovida pelo Banco Central (BC) causa mudanças favoráveis nos investimentos de renda fixa. Aplicações como CDB ou Tesouro Direto, que são mais seguras que a renda variável, como ações, ganham destaque com juros altos.

Mas existem diferentes títulos do Tesouro Direto para investir, cada um com uma característica. Como saber qual o melhor para o seu caso? Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimentos, diz que prefere o Tesouro Selic e explica a razão.

Entenda a seguir o que está acontecendo com os juros no Brasil e como escolher a melhor alternativa de investimento para agora.

Por que o BC está subindo juros?

A alta da taxa Selic, como é chamada a taxa básica de juros, é uma resposta do Banco Central à alta da inflação. Durante a pandemia de covid-19, que fez a economia desacelerar, o BC enxergou na redução da Selic uma maneira de estimular a atividade econômica diante da inflação mais baixa (que chegou a ser negativa em alguns meses), diz Bevilacqua.

Uma taxa Selic mais baixa é um incentivo para que os bancos forneçam mais crédito a taxas de juros menores, o que ajuda no consumo e aquece a economia.

Os juros chegaram a 2% em agosto de 2020. ievilacqua diz que Inicialmente, a medida foi bem-sucedida, e a inflação se manteve sob controle enquanto a pandemia ainda impedia a retomada plena da economia.

Contudo, com o avanço da vacinação contra o coronavírus e o início da reabertura econômica ao redor do planeta, a inflação voltou a dar as caras, impulsionada pela alta dos preços das commodities (matérias-primas, comoferro, petróleo e carne).

A resposta do Banco Central

Com a alta da inflação, o Banco Central se viu forçado a rever a política monetária vigente, e começaram as discussões sobre a alta da taxa Selic.

Em março deste ano, o Copom elevou os juros em 0,75 ponto percentual, para 2,75% ao ano, na primeira alta desde julho de 2015, quando a taxa ficou em 14,25%.

No início, a previsão era de que a alta de preços logo seria contida, e o mercado projetava uma taxa de juros entre 4,5% e 5% ao ano no final de 2021.

Entretanto, conforme a inflação persistia e as perspectivas para a economia se deterioravam, as estimativas para a taxa Selic começaram a subir.

Até onde vai a alta?

"Diante do cenário político instável esperado para o próximo ano, fica difícil fazer uma aposta precisa de até onde deve chegar essa alta dos juros", declara Bevilacqua

Ao que tudo indica, caso não surjam novos eventos que abalem a confiança do mercado, a taxa Selic deve atingir um pico entre 11% e 12% ao ano em 2022, antes de iniciar um movimento de baixa, afirma o analista.

Com isso, investidores passam a buscar a renda fixa, como títulos públicos e Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que se beneficiam da alta dos juros e oferecem mais segurança e previsibilidade do que os investimentos em renda variável, como as ações, por exemplo.

Tesouro Direto

Em momentos de incerteza, investidores tendem a confiar na solidez dos títulos negociados no Tesouro Direto para proteger seu patrimônio.

O Tesouro Direto é uma plataforma criada pela Secretaria do Tesouro Nacional do Brasil que permite que pessoas físicas comprem títulos da dívida pública brasileira pela internet, de forma rápida, simples e segura.

Existem três categorias de títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto: o Tesouro Prefixado, o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA.

O que diferencia uma categoria da outra é a forma como se calcula a rentabilidade do título:

Tesouro Prefixado: oferece uma taxa de juros que é determinada no momento da compra, e não depende de nenhum índice.

Tesouro Selic: oferece uma taxa de juros determinada no momento da compra, e é vinculado à taxa Selic.

Tesouro IPCA+: tem parte da rentabilidade prefixada e parte indexada ao principal indicador de inflação, o IPCA.

Qual a melhor opção?

Bevilacqua diz que não existe uma resposta certa, pois isso vai depender de algumas variáveis como prazo e estratégia, por exemplo.

Nas carteiras da Levante, o título que ele recomenda é o Tesouro Selic. Veja por quê:

"Em primeiro lugar, avalio que o Banco Central deve elevar a Selic ao patamar de dois dígitos em 2022, na tentativa de frear a inflação. Com isso, o título que tem a taxa básica de juros como indexador deve ser beneficiado. Por mais que a tendência seja de início de um ciclo de redução da taxa Selic ainda no próximo ano, esse movimento deve ser gradual, e dependerá do comportamento da inflação."

Outro ponto que chama a atenção e faz com que esse título se destaque em comparação com os demais é a menor instabilidade, diz o analista.

Todas as opções de investimento oferecidas pelo Tesouro Direto possuem liquidez diária, ou seja, o investidor consegue converter seus títulos em dinheiro em qualquer dia útil, e o resgate ocorre na mesma data.

Apesar disso, as oscilações de rentabilidade e de preço desses títulos podem fazer com que você não receba o esperado, caso precise realizar um resgate antes do vencimento.

Tanto o título prefixado quanto o indexado à inflação sofrem oscilações mais bruscas e frequentes de rentabilidade e de preço quando comparados com o Tesouro Selic.

Conclusão

"Para aproveitarmos o cenário de juros altos, que deve perdurar por algum tempo, recomendo a alocação de parte do seu patrimônio em ativos de renda fixa como uma estratégia que tende a trazer segurança, equilíbrio e rentabilidade para a sua carteira de investimentos. E destaco a importância da diversificação em sua carteira de investimento, trazendo harmonia e equilíbrio entre as estratégias", declara Felipe Bevilacqua.

Veja aqui o relatório completo preparado pelo analista sobre Tesouro Direto

Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão a seguir:

- Carteira para quem não aceita risco algum

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco

- Carteira para quem é mais moderado

- Carteira para quem aceita mais risco

- Carteira para quem aceita alto risco

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL