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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Renda fixa deve ser a queridinha em 2022, mas onde investir exatamente?

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15/12/2021 04h00

A renda fixa vai ser uma boa opção para os investidores no primeiro semestre de 2022 por causa da alta de juros.

Mas em que investimentos de renda fixa exatamente estão boas oportunidades para o investidor. Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimentos, fala sobre essas perspectivas logo abaixo.

A volta da inflação

Com as recentes altas vertiginosas dos preços de alguns itens essenciais, com destaque para algumas categorias de alimentos e para os combustíveis, a inflação voltou a preocupar os brasileiros em 2021.

A inflação pelo IPCA acumula alta de 9,26% em 2021 e subiu 10,74% nos últimos 12 meses.

Esse indicador leva em consideração 9 categorias de produtos e serviços, cada uma com um peso diferente, sendo as principais a de transportes, que corresponde por 20,6% do índice, alimentos e bebidas, equivalente a 19,3%, e habitação, respondendo por 15,6% do total.

Alguns produtos e serviços, entretanto, sofreram altas de preço muito mais expressivas. O etanol, por exemplo, disparou 69,4% nos últimos 12 meses, enquanto o açúcar saltou 51,38%, e a gasolina subiu 50,78%.

A energia elétrica também vem pesando no bolso dos brasileiros, que viram as tarifas subir 31,87% nesse período, impulsionadas pela seca, que impediu o pleno funcionamento das usinas hidrelétricas, forçando as distribuidoras a recorrerem à energia térmica, mais cara e poluente.

Essa alta de preços de produtos e serviços essenciais fez com que a inflação fosse sentida de forma mais intensa pelos consumidores do que indica o IPCA.

O papel do Banco Central

"A insatisfação com a postura adotada pelo Banco Central durante a pandemia aumentou a pressão para que se acelerasse a alta dos juros. De olho nas projeções para a inflação em 2022 trazidas pelo relatório Focus, que começaram a se distanciar do teto da meta nas últimas semanas, o Comitê de Política Monetária (Copom) endureceu seu discurso", declara Bevilacqua..

Além de elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano, o órgão sinalizou que deve anunciar promover outro aumento da mesma magnitude na primeira reunião de 2022, prevista para 1° e 2 de fevereiro.

"Porém, é importante lembrar que a alta da Selic tem como efeito colateral a desaceleração da atividade econômica, já que torna o crédito mais caro e escasso", diz o analista.

Com a expectativa de que os juros possam superar a marca dos 12% ao ano em 2022, o mercado financeiro avalia que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ser de apenas 0,5% no período.

As medidas começam a surtir efeito

A inflação deu sinais de desaceleração em novembro, quando o IPCA avançou 0,95%, ante alta de 1,25% em outubro. "O resultado veio próximo do piso das projeções, e indica que as medidas adotadas pelo Banco Central estão começando a dar resultados", afirma Bevilacqua.

"É importante ter em mente que os efeitos das mudanças na taxa de juros sobre a inflação não são sentidos de imediato, o que significa que a desaceleração do IPCA observada no último mês é reflexo das medidas adotadas pelo BC ainda no primeiro semestre. A recente aceleração do ciclo de alta da Selic deve ser sentida apenas em 2022", diz o analista da Levante..

O que esperar da renda fixa?

Os investidores buscam opções de renda fixa, como títulos públicos e Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Ambos se beneficiam da Selic mais alta e oferecem mais segurança e previsibilidade do que os investimentos em renda variável, como as ações, por exemplo.

O relatório Focus desta semana estima que a Selic chegue a 11,5% no próximo ano, recuando para 8% em 2023 e chegando a 7% em 2024, mostrando uma tendência de queda dos juros.

Caso a inflação recue e convirja para a meta, o juro real, ou seja, a rentabilidade dos investimentos menos a inflação, deve se manter em patamares atrativos no curto e no médio prazo.

"Na minha visão, os títulos públicos com vencimentos mais curtos disponíveis para compra no Tesouro Direto são alternativas interessantes para quem busca opções de investimento seguras, com destaque para o Tesouro Selic 2024", declara Bevilacqua.

Ele diz que CDBs garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e fundos de investimento que tenham a taxa do CDI como índice de referência, conhecidos como fundos DI, também são excelentes opções para os investidores mais conservadores, ou mesmo para aqueles que têm perfis mais arrojados, mas desejam alocar parte de seus recursos em ativos mais seguros.

Renda fixa atraente nos próximos anos

"Avalio que a renda fixa deve se manter atraente pelos próximos anos, com investidores buscando por ativos seguros que se beneficiem da alta dos juros no país. Ainda assim, é preciso selecionar os ativos de renda fixa com cautela, evitando alocar seu patrimônio em opções de investimento que frequentemente rendem menos que a inflação, a exemplo da poupança", diz Felipe Bevilacqua.

Leia aqui o relatório completo da Levante com informações sobre investir em renda fixa

Carteiras conforme o perfil

Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão a seguir:

- Carteira para quem não aceita risco algum

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco

- Carteira para quem é mais moderado

- Carteira para quem aceita mais risco

- Carteira para quem aceita alto risco

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Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL