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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Quer conter seu lado consumista? Veja 4 dicas práticas

Você compra por impulso? Tem gastos excessivos? Veja essas dicas da educadora financeira - Getty Images/iStockphoto
Você compra por impulso? Tem gastos excessivos? Veja essas dicas da educadora financeira Imagem: Getty Images/iStockphoto
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Letícia Braga de Andrade

04/05/2022 04h00

Como educadora financeira há mais de uma década, foram inúmeras as vezes em que ouvi a frase "não consegui me segurar... comprei!". E mais: confesso que já a usei algumas vezes, me punindo rigidamente por não ter me controlado. Até que comecei meus estudos sobre economia comportamental e entendi que não havia nada de errado comigo (ufa!).

Preferir o prazer do agora ao detrimento do benefício futuro é padrão de comportamento humano. Ceder à tentação me faz ser igual às outras pessoas, mas também me coloca em risco financeiro.

Então, o jeito é aprender a controlar esse comportamento criando mecanismos de incentivo (gatilhos) que me ajudem na hora da tentação. Seguem algumas sugestões logo abaixo.

1ª dica: uma foto do seu sonho

Pense em algo que você deseja muito adquirir, um sonho a ser realizado. Busque uma imagem, uma foto que represente esse sonho (uma casa, por exemplo) e salve no celular ou num local bem fácil de encontrar.

Toda vez que bater a vontade de comprar qualquer outra coisa, olhe para essa foto ou imagem e se pergunte: vale a pena adiar a realização desse sonho para adquirir essa "tentação"?

2ª dica: horas de trabalho x tentação

Reflita sobre o valor daquela tentação: esse valor é caro ou barato para você? A melhor forma de responder a esta questão é saber quantas horas de trabalho você precisa realizar para comprar o que deseja.

A conta é simples: divida sua renda mensal pelo número de horas trabalhadas no mês. O resultado corresponde a quanto você recebe por hora trabalhada. Este é o valor que você deve adotar de referência para decidir se algo é caro ou barato para a sua realidade.

Por exemplo, digamos que você receba R$ 4.000 por mês, trabalhando 8 horas por dia, cinco dias na semana. Logo, a conta será:

[4000 / (8 x 5 x 4)] = 4000 / 160 = 25

Isto significa que você recebe R$ 25 por hora trabalhada. Agora, questione-se: quantas horas você precisa trabalhar para comprar algo que custa R$ 100? O prazer proporcionado por essa compra compensaria um turno inteiro de trabalho?

3ª dica: dinheiro contado

Saia de casa somente com o dinheiro necessário para o previsto do dia, não ande com cartão de crédito na carteira.

Assim, você será obrigado a voltar outro dia para comprar aquela "tentação" ganhando tempo para esquecer, ponderar, resistir ou desistir da compra.

4ª dica: dupla segurança

Acione a opção de dupla segurança para pagamentos digitais (como Pix). Além de reforçar a sua segurança, essa medida faz com o que processo da compra demore mais tempo e paciência. Para os mais ansiosos, o poder da "tentação" enfraquece.

A importância da educação e planejamento financeiro é indiscutível, tanto que desde 2020 este conteúdo tornou-se obrigatório nas escolas do país. Muitos têm falado sobre isso; contudo, é necessário esclarecer que educação financeira não é uma questão matemática, mas sim um processo comportamental.

Por isso, é preciso falarmos sobre a relação que temos com o dinheiro e criarmos gatilhos que irão nos ajudar nesse processo.

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