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Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, enfrenta crise e ações caem

Credit Suisse: Os problemas do banco, além dos movimentos de alta nos juros e desaceleração econômica, podem ser um risco ao setor financeiro global - Rafael_Wiedenmeier/iStock
Credit Suisse: Os problemas do banco, além dos movimentos de alta nos juros e desaceleração econômica, podem ser um risco ao setor financeiro global Imagem: Rafael_Wiedenmeier/iStock

Research do Pagbank

04/10/2022 11h58

O banco suíço Credit Suisse (C1SU34), um dos maiores e mais tradicionais do mundo, vem movimentando o noticiário nos últimos dias depois que começou a circular um memorando do novo CEO do Banco, Ulrich Koerner, dizendo que "o banco passa por um momento crítico".

O novo CEO assumiu o comando do banco em junho deste ano com a missão de reestruturar a companhia, que acabou tendo problemas sucessivos no seu ramo de Banco de Investimentos, levando-o a ter prejuízos na casa dos US$ 15 bilhões em 2021, além das acusações de espionar funcionários em 2020, entre outras polêmicas.

Koerner informou que deverá apresentar o seu plano no dia 27 de outubro, na tentativa de salvar o Credit Suisse da onda de descrença que vem enfrentando.

As ações do banco, CS (Credit Suisse na Nyse), tiveram perdas representativas, caindo 24% no último mês, enquanto, as BDRs, C1SU34 (BDR), perderam 20% no mês de setembro. As duas ações tiveram perdas de mais de 66% neste ano.

Os credit default swaps do Credit Suisse, ou seja, o custo de se proteger contra uma falência do banco, subiram muito recentemente, indicando que as contrapartes do banco tentam se proteger de um possível colapso.

Credit Suisse pode quebrar?

Os problemas apresentados pelo banco, somados aos movimentos de alta nos juros e desaceleração econômica nas principais economias no mundo, poderiam representar um risco generalizado ao setor financeiro global, uma vez que colocaria em xeque a confiança das instituições financeiras, afetando ainda mais as bolsas e os ativos de risco, assim como o ocorrido em 2007 com a falência do banco Lehman Brothers nos EUA.

Especialistas do mercado indicam que o cenário é diferente do ocorrido na época e os impactos devem ser menores, mas não existe consenso na magnitude que a quebra do Credit Suisse poderia causar.

Fontes já especulam uma possível fusão entre o Credit Suisse e outro banco gigante da Suiça, o UBS, na intenção de evitar a falência da companhia. Outras possibilidades para a companhia seriam a venda de ativos ao redor do mundo, incluindo o Brasil, que possui atividades na área de Banco de Investimentos, Gestão de Fortunas e Gestão de Fundos Imobiliários.

Além dessas áreas de atuação, que o banco pode negociar a venda, o Credit Suisse também é dono de aproximadamente 15% das ações do Modalmais, que valem pouco mais de R$ 330 milhões, também podendo ser fruto de negociações.

Os responsáveis pela atividade do banco no Brasil ainda não se manifestaram sobre os possíveis impactos na atuação local do banco, mas entende-se que a companhia deverá cortar alguns ativos e negócios por aqui.

Apesar do risco citado acima, que tem potencial de afetar os mercados como um todo, o setor financeiro do Brasil deverá ser impactado de forma limitada, uma vez que os Bancos brasileiros não possuem forte ligação ou exposição ao Credit Suisse e estão muito mais conectados com a economia local.

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