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Quer sair da poupança? Veja 5 formas de ganhar mais com seus investimentos

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto
Exclusivo para assinantes UOL Economia+

Vinícius Pereira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/08/2020 04h00

A queda da taxa básica de juros (Selic) para 2% ao ano faz com que a nova poupança, grande queridinha dos brasileiros, renda cerca de 1,4% ao ano. Com uma rentabilidade tão baixa, os investidores precisam recorrer (e conhecer) outros produtos para fazer com que o dinheiro renda mais.

Por isso, o UOL ouviu dois especialistas em finanças para entender como o brasileiro pode ganhar mais com os investimentos. Segundo eles, quem pretende tirar as economias da poupança precisa, primeiramente, entender do que se trata o produto escolhido e ter em mente que tomar mais risco não é, necessariamente, garantia de melhor rendimento. Dessa forma, confira cinco maneiras de ganhar mais:

1 - Tesouro Selic: segurança e liquidez para emergência

Antes de focar em ganhar mais, o ideal é pensar em não perder. Por isso, antes de pensar em tirar o dinheiro da poupança, confira se você possui uma reserva de emergência, um montante que compreende de três a seis vezes os seus gastos mensais, e que precisa estar disponível em caso de uma emergência ou problema não planejados.

"Você precisa ter muita segurança e muita liquidez [são fáceis de vender]. Um Tesouro Selic é uma ótima opção: acompanha a Selic, apresenta muita liquidez e também é muito seguro, pois são títulos do governo", disse Virginia Prestes, professora de finanças da Faap.

O Tesouro Selic rende mais que a nova poupança, pois acompanha os rendimentos integrais da Selic. O produto, porém, tem Imposto de Renda (IR) que varia de 22,5% a 15%, a depender do tempo aplicado.

2 - CDB ou LCI: títulos bancários sem liquidez

Outra maneira de fugir da poupança para ganhar mais sem correr grandes riscos é optar por títulos oferecidos por bancos sem liquidez. Produtos como CDB, LCI e LCA com longos prazos pagam mais e isso irá melhorar o retorno do investimento.

A dica é ficar de olho no FGC (Fundo Garantidor de Crédito) que cobre qualquer problema que o banco possa ter em até R$ 250 mil por CPF, por instituição.

Outra possibilidade de renda fixa são as debêntures. A dica dos especialistas é que o investidor priorize boas empresas, já que não há garantia do FGC para o investimento que, geralmente, é de longo prazo.

3 - Renda variável sem tanto risco: fundos imobiliários

A primeira opção de renda variável são os fundos imobiliários (FIIs). Considerados uma opção com menos riscos do que as ações, os FIIs são fundos que investem em imóveis e, assim, aliam mais liquidez do que um imóvel físico com um pagamento de dividendos mensais, como se fosse um aluguel.

"Se a pessoa tiver perfil disposto a correr um pouco de risco, nessa opção ela irá obter renda passiva, sem imposto", afirmou Virginia Prestes. É importante lembrar, contudo, que os FIIs são produtos de renda variável e têm riscos e oscilações nos preços.

4 - Bolsa na mão de especialistas

Quem já se sente confortável nos demais produtos, pode optar pelo segundo passo em renda variável: a Bolsa de Valores. O ideal, segundo especialistas ouvidos pelo UOL, porém, é começar optando por fundos de ações.

"O ideal é destinar um percentual menor da carteira e buscar uma possibilidade de ganhar mais no longo prazo. Sempre tem que pensar de 18 meses para cima", disse Virginia Prestes.

Outra opção são os ETFs. "Uma forma interessante para estabelecermos objetivos na Bolsa é aquele passo onde você vai atuar da forma mais diversificada possível, acreditando na economia como um todo. Diversificação diminui risco, e o produto inicial para isso é o ETF", disse Giácomo Diniz, professor de finanças do Ibmec SP.

Tanto fundos de ações quanto os ETFs são considerados formas de possuir uma gestão passiva, ou seja, de possuir algum profissional trabalhando para comprar ações para o investidor.

5- Bolsa por decisão própria

A ida à Bolsa por gestão própria, com o próprio investidor escolhendo quais ações comprar, deve ser a última forma de quem ainda possui dinheiro na poupança e quer buscar um melhor rendimento. Isso porque, em um mercado de renda variável, os riscos são grandes e a possibilidade de perder dinheiro é bem real.

"É um investimento com grandes riscos, e o investidor precisa ficar muito atento para não perder dinheiro", disse Giácomo Diniz.

Por isso, segundo especialistas, quem deseja entrar na Bolsa precisa conhecer bem o funcionamento do mercado acionário, além de entender as empresas e saber avaliá-las.

Para conhecer mais sobre investimentos, consulte fontes especializadas, como o UOL Economia+, serviço premium de orientação financeira do UOL.

(Reportagem: Vinícius Pereira)

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