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30 empresas estão na fila para entrar na Bolsa; vale investir em alguma?

Exclusivo para assinantes UOL Economia+

Carolina Pulice

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/06/2021 04h00

A fila das empresas que esperam para entrar na Bolsa, e realizar sua Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês), já conta com 30 companhias, segundo dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Entre as de destaque estão SmartFit, CSN Cimentos, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e Guararapes, empresa de moda dona da rede Riachuelo.

Analistas, porém, se dividem na hora de afirmar quais destas companhias prometem IPOs interessantes para os investidores, ou quais empresas ainda precisam de mais análise antes de entregar um bom resultado. Veja o que disseram os especialistas ouvidos pelo UOL Economia+ sobre as companhias que podem entrar na Bolsa ainda neste ano.

IPOs de 2021 já somam R$ 35 bilhões

A Dotz (programa de fidelidade para trocar por produtos e serviços) realizou seu IPO na última segunda-feira (31), fazendo com que o país registrasse 27 aberturas neste ano. Segundo a B3, estas companhias captaram cerca de R$ 35 bilhões, considerando os últimos números da Bolsa. Em 2020 inteiro, foram 28 IPOs, que captaram R$ 43,7 bilhões.

Apesar de o valor captado se aproximar do total de 2020, há analistas que não possuem visão tão otimista para as aberturas que estão na fila.

As aberturas não são necessariamente promissoras. Já vimos empresas abrindo capital recentemente com investidores-âncora por não terem conseguido recursos suficientes para se financiar, e eram consideradas promissoras, quando ainda não estão gerando resultados
Danielle Lopes, analista da Nord Research

"Na listagem atual, nada nos brilha muito os olhos", afirma Matheus Spiess, analista da Empiricus.

De acordo com o analista, muitas empresas estão apostando em uma valuation - avaliação do valor da companhia - acima do esperado, o que pode ter como consequência um preço de ação abaixo do piso pedido pela empresa.

Vimos muito recentemente IPOs de várias companhias que caíram por água abaixo. Houve várias discrepâncias que nos deixaram com o pé atrás para a atual rodada.
Matheus Spiess, analista da Empiricus

CSN é destaque da fila

Apesar da falta de otimismo de parte do mercado, há quem aponte para empresas que podem sim trazer um bom retorno para os investidores. É o caso da CSN Cimentos, que faz parte da companhia CNS (Companhia Siderúrgica Nacional), a maior indústria siderúrgica do Brasil e da América Latina.

A CSN Cimentos pode ser uma [oferta inicial] aguardada pelo mercado por conta de sua liquidez [velocidade e facilidade com que o ativo pode se tornar caixa] e montagem de fundos.
Virgilio Lage, analista da Valor Investimentos

Empresas "populares" podem não ser boa alternativa

Virgilio, no entanto, alerta que companhias que já têm nome no mercado e que estão na lista de IPOs podem não ser boas escolhas, como é o caso da SmartFit, rede de academias esportivas; e da TradersClub, serviço de inteligência de mercado voltado a investidores pessoa física.

"A TradersClub, no curto prazo, ainda não [é uma boa escolha] por conta do nicho e clientela, que são pequenos", afirma Virgilio. No caso da SmartFit, que sofreu com a redução de público por conta da pandemia, a recomendação do analista para os investidores interessados em entrar no IPO é esperar mais, para entender se a empresa pode se recuperar com a reabertura.

Algumas empresas na lista de espera [têm] nomes mais conhecidos para as pessoas que são usuários e, por consequência, as expectativas são maiores. De qualquer forma, o mercado está enxergando uma nova janela de IPOs. Então vamos ver mais IPOs sendo registrados nas próximas semanas.
Danielle Lopes, analista da Nord Research

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.