PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

5 passos para quem quer investir e não sabe por onde começar

Conteúdo exclusivo para assinantes

Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/08/2021 04h00

Por onde começar a investir? A pergunta é simples, mas a resposta não é tão óbvia. Para constituir uma carteira de investimento, é preciso entender, entre outras questões, o que o mercado pode oferecer para fazer com que o dinheiro renda o máximo possível dentro de um período e com um determinado grau de segurança.

Por isso, Clara Sodré, professora da Xpeed School e assessora de investimentos da XP Investimentos, diz que ter contato com uma corretora pode abrir os caminhos e ajudar a ter ideias mais concretas sobre o que é cada investimento. Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research, ressalta a necessidade de ter uma reserva de emergência. Confira abaixo como os primeiros passos para investir segundo as especialistas, que falaram no Guia do Investidor UOL, série quinzenal e gratuita do UOL para quem quer aprender a investir.

1º passo: abrir conta em uma corretora

Clara explica que esse passo inicial é importante porque permite o primeiro contato com as opções de investimento, que, até então, eram termos abstratos para quem nunca tinha investido.

"Vai te dar acesso (às opções), e gerar uma curiosidade sobre como é possível investir naquilo ali e qual é a rentabilidade", afirma.

2º passo: constituir uma reserva de emergência

A reserva pode ser construída, de acordo com Marília, a partir da estimativa que a pessoa faz sobre quantos meses ela precisa para arrumar um emprego caso perca o atual.

"Por exemplo, se eu trabalho com algo que permite que eu me recoloque facilmente, então eu posso fazer três meses de reserva de emergência. Mas se eu tenho um trabalho que demora mais para eu me recolocar, então faço uma reserva de seis meses a um ano", diz.

Esse valor é em cima do gasto médio mensal do investidor.

3º passo: definição de objetivos

Para definição de metas de investimento, Clara recomenda o uso da metodologia chamada SMART (sigla em inglês para Específico, Mensurável, Atingível, Realista e Tempo). Para ela, uma meta precisa ter as características definidas pela sigla. Por exemplo: ter R$ 22 mil para viajar para as Olimpíadas de Paris, em 2024.

Depois disso, é preciso mensurar o valor necessário para realizar esse objetivo, e se ele é, de fato, alcançável. "Aí precisa entrar o realismo. Tem viabilidade de daqui a 3 anos eu ter esse valor?", diz Clara.

4º passo: definição de prioridades

Depois disso, é preciso estabelecer as prioridades, como evitar viagens menores para guardar dinheiro para aquela meta de vida, de ir ao exterior no prazo determinado.

E, por fim, o tempo, o prazo necessário para se ter o dinheiro para realização do objetivo. "A gente tem que colocar no papel e detalhar. Sabendo onde quero chegar, escolho os ativos de acordo com meu prazo e tolerância a riscos", afirma Clara Sodré

5º passo: distribuição do dinheiro

Definido quanto dinheiro será investido e para quais objetivos, o investidor constrói seu perfil de investimento. A partir daí, será definido como aplicar cada fração do dinheiro, guardando a reserva em um investimento de baixo risco porque pode ser necessário utilizá-la e distribuindo o restante em investimentos de maior risco.

É assim que o investidor vai construir e fomentar sua carteira, diz Marília Fontes.

"Vai constituindo essa carteira de investimento com um objetivo, com tanto em ações e outro tanto em renda fixa. Conforme vai acumulando patrimônio, vai drenando (o salário) do seu trabalho e passando para a carteira de investimento", afirma.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

PUBLICIDADE