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O que levar em conta na hora de diversificar seus investimentos?

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Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/09/2021 04h00

Se você está começando agora a investir, deve ter ouvido falar que diversificar é o caminho. Com investimentos diferentes na carteira, é possível diluir o risco de perdas, mas os especialistas do setor financeiro alertam sobre a necessidade de escolher bem a classe de ativos e até mesmo a quantidade deles na carteira.

Laís Costa, analista de investimentos da Empiricus, e Guilherme Cadonhotto, especialista em renda fixa da Spiti, que participaram do Guia do Investidor UOL, falam sobre como diversificar a carteira de investimentos. Veja abaixo o que eles disseram.

Diversificação também depende do perfil

A escolha dos investimentos na hora de diversificar vai depender do perfil do investidor, diz Laís Costa. Mas a ideia é sempre a mesma: criar uma carteira diversificada que garanta que aumento dos ganhos e redução dos riscos.

"Quando alguma fonte de renda passar por algum problema, a ideia é que outras possam proteger [seu dinheiro] total ou parcialmente dessa perda", afirma.

Cadonhotto também aponta a diversificação como fundamental, e diz que os investidores mais conservadores podem distribuir seus investimentos com uma maior parte em títulos pós-fixados, que devem responder por mais de 50% dos ativos da carteira neste momento de instabilidade econômica.

Para os arrojados, travar a maior parte do dinheiro na renda fixa em momentos de instabilidade, como o atual, pode significar perder a oportunidade de ganhos mais robustos, diz o especialista. "Eu prefiro manter uma alocação perto de 40% (na renda fixa)", diz.

Laís afirma que aloca apenas 25% em renda fixa na sua carteira, mas ela deixa claro que esse montante é indicado para investidores de perfil mais arrojado. O restante do dinheiro, ela distribui em ações (40%); fundos alternativos, como hedge, de criptomoedas e imobiliários (25%); e commodities (10%).

A 'armadilha' da pulverização

Os especialistas aconselham moderação na diversificação dos investimentos. Assim como não diversificar aumenta o risco da carteira, diversificar demais também é nocivo.

O risco para quem distribuiu demais o seu dinheiro é cair no que Cadonhotto chama de "armadilha da pulverização".

"Isso acontece quando se diversifica tanto a carteira que, na média, o rendimento vai ser igual ao dos principais índices do mercado", diz.

Por isso, ele aconselha não passar de 15 ativos em cada classe, ou seja, não comprar mais de 15 CDBs de um mesmo banco, por exemplo.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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