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Varejo despenca, com Magalu em queda de 11%; é hora de vender essas ações?

Lu, avatar e influenciadora digital do Magazine Luiza - Reprodução
Lu, avatar e influenciadora digital do Magazine Luiza Imagem: Reprodução
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Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/05/2022 16h42

Esta quinta-feira (5) foi marcada pelo fato de quase todas as empresas listadas na Bolsa de Valores (B3) estarem em baixa. Entre as maiores quedas estão grandes nomes do varejo, como Magazine Luiza (MGLU3) — que fechou em queda de 10,71%, com ação cotada a R$ 4,42 — e Americanas (AMER3) — que desvalorizaram 7,17%, caindo a R$ 23,29.

Ontem (4) o Banco Central anunciou a elevação da taxa básica de juros da economia (Selic) em 1 ponto percentual, passando de 11,75% para 12,75% ao ano — o maior patamar desde fevereiro de 2017. Com isso, as empresas de comércio são prejudicadas, uma vez que o consumidor depende de crédito para comprar os produtos de maior valor agregado dessas redes, como eletrodomésticos, celulares, eletrônicos em geral.

Mas é hora de vender as ações do varejo (como Magalu e Americanas) e correr para a renda fixa? Veja logo abaixo o que dizem os especialistas consultados pelo UOL.

Na opinião dos analistas, não é hora de sair vendendo as ações do varejo. Nesses momentos de baixa generalizada, é bom ficar parado e esperar. Ou até aproveitar para comprar ações mais baratas.

Para Breno Bonani, analista da VGR Asset, as ações de varejo protegem mais o dinheiro do investidor contra a inflação que uma aplicação de renda fixa.

As empresas de varejo repassam a inflação para a ponta, ou seja, para o consumidor. Em alguns casos, esse reajuste é até acima da inflação. Então elas continuam gerando fluxo de caixa e o consumidor é beneficiado com isso no longo prazo, bem mais que com a renda fixa.
Breno Bonani, analista da VGR Asset

Bonani diz ainda que empresas que têm uma boa geração de fluxo de caixa geralmente pagam bons dividendos ou fazem recompra de ações — o que também é bom para o investidor.

As Americanas divulgam seus resultados do primeiro trimestre deste ano na próxima quinta-feira (12). Diante disso, a recomendação do BTG é de compra das ações da varejista, com expectativa de que o preço chegue a R$ 45. O Safra também declara que investidores devem adquirir a ação, pois acredita na valorização em até R$ 34.

Já a XP Investimentos classifica a ação como neutra. Ou seja, caso o investidor já tenha a ação na carteira, fique com ela, mas não adquira mais papéis. Para quem não tem, o momento é de esperar.

Por sua vez, o Magalu divulga o balanço do primeiro trimestre no dia 16 de maio. A corretora Ativa tem recomendação neutra para a ação, assim como a XP. O banco Safra recomenda compra, apostando que a ação chegará a R$ 32.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.