IPCA
0,83 Abr.2024
Topo

ANÁLISE

No vermelho? Conheça os vilões do orçamento e saiba como pagar as dívidas

Rotativo do cartão, dívidas com bancos, empréstimos: veja como começar a pagar tudo isso - Doucefleur/iStock
Rotativo do cartão, dívidas com bancos, empréstimos: veja como começar a pagar tudo isso Imagem: Doucefleur/iStock

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/12/2022 04h00

Muitos brasileiros estão endividados, sem conseguir pagar as contas básicas. Em outubro, a inadimplência atingiu 30,3% das famílias. Por que as pessoas estão cada vez mais enroladas com contas atrasadas e dívidas?

No Papo com Especialista, programa ao vivo do UOL, a planejadora financeira Lueny Santos fala sobre estratégias de como lidar com as dívidas e se organizar financeiramente para mudar esse cenário.

"O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida desses inadimplentes. O cartão de crédito era usado para compras supérfluas, maiores, viagens, mas isso mudou. De uma forma geral, o brasileiro perdeu o poder de compra e passou a usar o cartão de crédito para itens básicos, como alimentação, transporte, medicamentos", diz.

Leia abaixo a análise da planejadora financeira e assista ao programa completo do dia 17 de novembro, que é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e transmitido semanalmente, às quintas-feiras, das 16h às 17h.

Para também ter sua dúvida respondida no programa, envie sua questão para o Papo pelo email uoleconomiafinancas@uol.com.br.

Como sair do rotativo do cartão de crédito?

Lueny diz que o cartão de crédito é a maior dívida do mercado, com juros que podem chegar a 400% ao ano. Segundo ela, para você poder sair dessa situação, o primeiro ponto é olhar para o seu orçamento financeiro, para quanto você ganha e quanto gasta.

"Entenda o que é possível cortar e defina as metas dos gastos variáveis, para você conseguir fazer o fluxo financeiro fechar no positivo. Depois desse ajuste, sobrando dinheiro, você começa a adiantar as parcelas do cartão", afirma.

Vale adiantar as parcelas? Atenção: a planejadora financeira diz que não adianta antecipar as parcelas se você não consegue fechar o restante do fluxo. "Dá um passinho para trás, olha para o seu fluxo mensal, ajuste a estratégia para sobrar dinheiro e poder ir quitando a dívida do cartão de crédito. E pare de usar o cartão de crédito", afirma.

Segundo ela, muitas pessoas se endividam com o cartão de crédito, mas não param de usá-lo. "Se você não tem controle no cartão de crédito, precisa parar de usá-lo, pois você pode piorar a situação."

Como renegociar as dívidas com o banco?

O primeiro passo é saber quanto você pode pagar da dívida, para ter esse poder de negociação, segundo a planejadora financeira. "Você precisa ver se a parcela do refinanciamento da dívida cabe no seu orçamento", afirma.

É possível ter desconto? Lueny diz que sim. "Hoje os descontos para pagamentos à vista diminuíram, mas de uma forma geral você consegue um poder de barganha maior", afirma. Vale consultar o seu banco

Ela diz que, geralmente, os saldões "limpa nome" têm descontos interessantes. "Mas tem muita gente que fica esperando esse momento para poder quitar a dívida, porém, não junta dinheiro. Então a estratégia não acontece no final. Para conseguir ter o desconto, você precisa ter o mínimo de planejamento", afirma.

Para Lueny, vale aproveitar o 13º ou alguma renda extra que você vai receber para pagar uma dívida ou amortizar um empréstimo, por exemplo.

Como diminuir a dívida de financiamentos do carro ou do imóvel?

Lueny diz que a negociação da dívida pode ser feita diretamente com a financiadora. "Uma das formas para diminuir a dívida é fazer amortização, quitando algumas parcelas", afirma.

Para ela, vale fazer uma "força-tarefa" em seu orçamento, reduzindo e cortando gastos, para poder juntar dinheiro e conseguir pagar ou diminuir a dívida.

Empréstimo: Lueny diz que, em caso de empréstimos, uma boa estratégia é trocar a dívida cara por uma mais barata, não deixando de analisar, antes, as condições que você está contratando.

"Nessa troca, você vai mudar o valor da parcela. Então, vale traçar uma estratégia de guardar a diferença das parcelas para quitar o empréstimo mais rapidamente", afirma.

Endividamento x investimentos

Para a planejadora financeira, se você estiver endividado, não adianta olhar para os investimentos. Ela diz que as taxas de juros são muito maiores que a rentabilidade dos investimentos.

"Essas duas áreas não conseguem conversar entre si. São cenários totalmente opostos. Em um, você está pagando juros para bancos e instituições financeiras. Em outro, você está colocando o dinheiro para trabalhar a seu favor", declara.

Ou seja, primeiro você deve quitar suas dívidas para, depois, pensar em investir.

Papo com Especialista é semanal

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, semanalmente, das 16h às 17h, na página inicial do UOL, no UOL Economia e no UOL Investimentos, e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo email uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

Quer investir melhor? Receba dicas em seu email

Você quer aprender a ganhar dinheiro com segurança em investimentos no curto, médio e longo prazo, mesmo que nunca tenha investido?

A página de investimentos do UOL tem uma newsletter gratuita que o ajuda nesse objetivo. Ao assinar, você recebe todos os dias, antes da abertura da Bolsa, uma análise do mercado feita pela equipe do PagBank Investimentos. Com essa newsletter, você vai aprender a investir e entender o que está acontecendo com o mercado.

Além da newsletter diária, você também recebe, semanalmente, uma análise sobre investimentos, com dicas sobre como aplicar melhor e com segurança seu dinheiro. Para assinar a newsletter gratuita de investimentos do UOL, é só clicar aqui. Há ainda conteúdos diários sobre diversos tipos de ativos.

Tem dúvidas sobre ações, fundos e outros investimentos da Bolsa? Envie sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br.

Quer estar sempre bem informado sobre investimentos? Clique aqui e receba notícias e dicas para investir diretamente no seu WhatsApp.

Este material não é um relatório de análise, recomendação de investimento ou oferta de valor mobiliário. Este conteúdo é de responsabilidade do corpo jornalístico do UOL Economia, que possui liberdade editorial. Quaisquer opiniões de especialistas credenciados eventualmente utilizadas como amparo à matéria refletem exclusivamente as opiniões pessoais desses especialistas e foram elaboradas de forma independente do Universo Online S.A.. Este material tem objetivo informativo e não tem a finalidade de assegurar a existência de garantia de resultados futuros ou a isenção de riscos. Os produtos de investimentos mencionados podem não ser adequados para todos os perfis de investidores, sendo importante o preenchimento do questionário de suitability para identificação de produtos adequados ao seu perfil, bem como a consulta de especialistas de confiança antes de qualquer investimento. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura e não está isenta de tributação. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, a depender de condições de mercado, podendo resultar em perdas. O Universo Online S.A. se exime de toda e qualquer responsabilidade por eventuais prejuízos que venham a decorrer da utilização deste material.