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Afetada por greve, 'prévia' do PIB cai 3,34% em maio e 2,9% em um ano

Do UOL, em São Paulo

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" informal do PIB (Produto Interno Bruto), mostrou que a economia encolheu 3,34% em maio, em relação a abril, informou o Banco Central nesta segunda-feira (16). 

A expectativa de analistas consultados pela agência de notícias Reuters era de queda de 3,45%. 

Na comparação com maio do ano passado, o índice caiu 2,9%.

O desempenho da economia em maio foi fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros, que paralisou no país nos últimos 10 dias do mês, prejudicou diretamente a atividade econômica e abalou ainda mais a confiança de empresários e consumidores.

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Queda generalizada

Os impactos da greve foram sentidos em diversos setores da atividade e ajudaram a derrubar ainda mais as previsões de crescimento do PIB neste ano, inclusive dentro do governo.

Em maio, a produção industrial despencou 10,9%, pior queda em quase uma década e desde a crise financeira mundial, em 2008.

As vendas no comércio diminuíram pela primeira vez no ano, e o setor de serviços registrou o pior resultado em sete anos.

Previsões para o PIB de 2018 caíram

Em pesquisa do Banco Central, divulgada nesta segunda, analistas reduziram de 1,53% para 1,5% suas previsões para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018, metade dos 3% indicados há alguns meses. 

O Ministério da Fazenda, que também chegou a falar em crescimento de 3% neste ano, agora calcula alta de 1,6%, mesmo cenário do Banco Central. 

PIB oficial 

Os últimos dados oficiais do IBGE sobre o desempenho do PIB foram divulgados no final de maio. 

A economia brasileira cresceu 0,4% no primeiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o PIB subiu 1,2%.

No ano passado, a economia cresceu 1%, após dois anos seguidos de recessão. Com isso, o país voltou a crescer após dois anos de recessão. Economistas afirmam, porém, que o país levará pelo menos dois anos para voltar ao nível de antes da crise

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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