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Juro do cheque especial cai a 166% ao ano, mas fica acima do limite do BC

Do UOL, em São Paulo

27/02/2020 11h00Atualizada em 27/02/2020 16h49

Os juros do cheque especial caíram de 247,6% em dezembro para 165,6% ao ano em janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado (267,3%) também houve queda. A redução é reflexo da mudança nas regras do cheque especial, que limitou a taxa cobrado pelos bancos.

Mas, mesmo com a redução, os juros do cheque especial ficaram acima do limite estabelecido pelo Banco Central, de 151,8% ao ano, ou 8% ao mês. Segundo o BC, isso aconteceu por causa de outros custos do crédito, além dos juros, como impostos e encargos. Além disso, foram contabilizados dias de janeiro nos quais as novas regras ainda não estavam em vigor.

O juro médio do rotativo do cartão de crédito caiu de 318,8% ao ano em dezembro para 316,8% ao ano no mês passado. Em janeiro de 2019, a taxa era de 287,1%.

Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central. Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Confira a variação das modalidades de crédito em janeiro:

  • Cheque especial: caiu de 247,6% para 165,6% ao ano
  • Rotativo do cartão de crédito: caiu de 318,8% para 316,8% ao ano
  • Cartão de crédito parcelado: subiu de 175,8% para 184,1% ao ano
  • Crédito pessoal não-consignado: subiu de 94,6% para 103,5% ao ano
  • Crédito pessoal consignado: subiu de 20,5% para 21,3% ao ano
  • Compra de veículos: subiu de 19,2% para 19,7% ao ano
  • Financiamento imobiliário: subiu de 7,3% para 7,4% ao ano

Novas regras do cheque especial

No final do ano passado, o BC anunciou novas regras para tentar diminuir as taxas de juros no cheque especial.

Além de limitar a taxa cobrada pelos bancos, o órgão permitiu que eles cobrem uma nova tarifa pelo produto. Assim, mesmo que a pessoa não use o cheque especial, apenas o fato de ter o limite autorizado já será suficiente para que o cliente seja tarifado.

Para contratos antigos, essa taxa começa a valer em 1º de junho deste ano. Para novos contratos, a taxa já pode ser cobrada desde janeiro, O valor é de até 0,25% sobre os limites acima de R$ 500.

Segundo o Banco Central, o sistema do cheque especial, com taxas livres, não favorece a competição entre os bancos. Isso porque a modalidade é pouco sensível aos juros e não muda o comportamento dos clientes mesmo quando as taxas cobradas sobem.

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