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Dólar opera em alta de 1,07%, a R$ 5,16, com guerra na Ucrânia; Bolsa sobe

UOL

Em São Paulo

25/02/2022 10h59Atualizada em 25/02/2022 14h14

O dólar comercial e a Bolsa operavam em alta na tarde de hoje, com o foco do mercado no ataque da Rússia à Ucrânia e seus efeitos.

Por volta das 14h10 (de Brasília), a moeda norte-americana subia 1,07%, a R$ 5,16, com investidores mantendo o prêmio de risco recém-adicionado na esteira da crise geopolítica agravada pela invasão russa.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, reduziu perdas iniciais e operava em alta de 0,31%, aos 111.935,02 pontos, diante de desempenho sem direção definida em Wall Street.

O índice local recuperou terreno após a abertura em Nova York e depois que a Vale reverteu queda vista mais cedo. A empresa divulgou balanço financeiro na véspera.

Ontem (24) o dólar valorizou 2,02%, fechando a R$ 5,105 na venda e a Bolsa fechou a 111.591,867 pontos, com baixa de 0,37%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Invasão a Kiev

A temperatura na geopolítica segue muito elevada. Mísseis atingiram Kiev, a capital ucraniana, hoje, e famílias se esconderam em abrigos antiaéreos, enquanto forças russas forçavam seu avanço e autoridades disseram que estavam se preparando para um ataque com o objetivo de derrubar o governo.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará hoje um projeto de resolução que condenaria a Rússia por invadir a Ucrânia e exigiria que Moscou se retire imediata e incondicionalmente, mas a medida deve falhar porque Moscou pode vetar.

Estudo do Citi mostra que o real é a moeda latino-americana com maior beta (uma medida de sensibilidade) em relação ao rublo russo, o que em tese deixaria a moeda brasileira mais vulnerável a eventuais contágios da crise por lá.

Mas ao mesmo tempo eles notaram que as posições "compradas" em real — ou seja, que ganham com a valorização da divisa — "normalizaram-se" desde as máximas deste ano, indicando que investidores locais não estão significativamente posicionados na moeda brasileira.

Na teoria, isso amenizaria riscos de uma realização de lucros mais ampla que pudesse empurrar o dólar muito mais para cima, depois da queda quase ininterrupta da divisa dos EUA desde o começo do ano.

"Acreditamos que o real ainda tem motivos para um bom desempenho, mas acreditamos que podemos continuar vendo uma correção de curto prazo, especialmente se as tensões geopolíticas permanecerem altas", disseram estrategistas do banco norte-americano em relatório.

Este conteúdo foi gerado pelo sistema de produção automatizada de notícias do UOL e revisado pela redação antes de ser publicado.

Com Reuters

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