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Após sanções, rublo tem queda recorde de 30%; e BC russo dobra taxa de juro

Rublo, a moeda russa, sofreu desvalorização devido as sanções internacionais - REUTERS/Alexey Malgavko
Rublo, a moeda russa, sofreu desvalorização devido as sanções internacionais Imagem: REUTERS/Alexey Malgavko

Colaboração para o UOL, em Maceió*

28/02/2022 02h56Atualizada em 28/02/2022 12h24

Após vários países do Ocidente anunciarem novas sanções contra a Rússia devido à invasão na Ucrânia, o rublo russo registrou queda recorde em relação ao dólar nesta segunda-feira (28).

A cotação chegou a cair a 119,50 rublos por dólar nas negociações do mercado asiático, o que significa uma baixa recorde para a moeda e uma queda de 30% quando comparado com o fechamento da última sexta-feira (25). Segundo a agência de notícias Reuters, posteriormente houve uma recuperação para cerca de 110 rublos por dólar.

O impacto das sanções também levou o Banco Central da Rússia a dobrar a taxa básica de juros: foi de 9,5% para 20%. Segundo comunicado do BC, a elevação dos juros garantirá uma alta nas taxas de depósito "para níveis necessários a fim de compensar a maior depreciação do rublo e os riscos de inflação".

A queda da moeda russa levou o BC a suspender as operações da Bolsa de Moscou nessa segunda-feira.

O temor sobre a redução de oferta de petróleo russo elevou o valor do barril para acima de US$ 100 mais uma vez. Por volta das 11h30 (horário de Brasília), o barril de petróleo Brent subia 3,15%, a US$ 101,01, depois de ultrapassar os US$ 105 na abertura da sessão. Na semana passada, no primeiro dia de guerra entre Rússia e Ucrânia, o Brent também passou de US$ 100 — a primeira vez desde 2014.

Sanções econômicas

Ontem, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, anunciou que vários países da União Europeia chegaram a um acordo político para bloquear transações financeiras com o Banco Central da Rússia, o que implica no bloqueio de "mais da metade das reservas" da instituição financeira russa, "uma vez que são mantidas em países do G7".

A decisão também foi divulgada na fala da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que lembrou que a medida é uma sanção a mais além das anunciadas anteriormente.

Ela também reforçou o conluio das nações europeias com os Estados Unidos para excluir a Rússia do Swift (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais), uma cooperativa criada pelos países para permitir a padronização de informações financeiras e transferências de recursos entre bancos ao redor do mundo.

Para tentar contornar a situação, alguns bancos do país, como o Sberbank e VTB, asseguraram aos seus clientes que eles poderiam converter as moedas locais em moedas estrangeiras, como euro e dólar, para evitar maiores prejuízos.

Com duras sanções econômicas aplicadas contra Moscou, dois bilionários russos, Mikhail Fridman e Oleg Deripaska, pediram o fim do conflito desencadeado pelo ataque do presidente Vladimir Putin à Ucrânia, com Fridman chamando a guerra de tragédia para o povo de ambos os países.

Vladimir Putin iniciou sua ofensiva contra a Ucrânia na última quinta-feira (24) e, desde então, tenta se apoderar de Kiev, mas a capital do país europeu tem resistido aos ataques. No entanto, a Rússia tem obtido algumas vitórias em outras frentes, a exemplo de Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana.

Além disso, Moscou causou preocupação mundial ao colocar em prontidão sua força militar de dissuasão, que inclui os armamentos nucleares — com aproximadamente seis mil ogivas, a Rússia possui o maior arsenal atômico do mundo.

*Com informações do Estadão, da Reuters e da AFP

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