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Reinaldo Polito

O Brasil conquista a sua maior vitória contra a pandemia

O presidente Jair Bolsonaro e os chefes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira - Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro e os chefes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira Imagem: Adriano Machado/Reuters
Reinaldo Polito

Autor de 31 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares, dá dicas de expressão verbal para turbinar sua carreira.

Colunista do UOL

24/03/2021 13h26

As nossas necessidades nos unem, mas as nossas opiniões nos separam.
Marquês de Maricá

Até aqui o combate à pandemia, que se transformou no maior inimigo do Brasil em todos os tempos, se caracterizou por confrontos políticos e politiqueiros, impedindo que medidas adequadas pudessem ser tomadas. Os interesses eleitoreiros, quase sempre, estiveram à frente das soluções que deveriam ser apresentadas.

Com a reunião dos presidentes da República, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, do STF (Supremo Tribunal Federal), do Ministro da Saúde, dos ministros de outras pastas e de governadores foram determinadas diretrizes para que o combate à pandemia fosse integrado e harmonioso.

Cada um com sua incumbência

Sob o comando de Bolsonaro, todas as entidades irão se reunir periodicamente para traçar os rumos que o país inteiro deve seguir. Rodrigo Pacheco ficou encarregado de se reunir com os governadores para que as decisões sejam tomadas de comum acordo entre todos os estados da União.

Caberá ao ministro da Saúde a responsabilidade de conduzir os planos de vacinação para todo o país. Dessa forma, todas as decisões dos governadores, tomadas nos encontros com o presidente do Senado, serão direcionadas e implantadas pelo ministro da Saúde.

No final da reunião de hoje, todos os responsáveis usaram a palavra pela ordem: presidente da República, ministro da Saúde, presidente do Senado, presidente da Câmara dos Deputados, presidente do STF e Ronaldo Caiado, como representante dos governadores.

Harmonia é a palavra de ordem

O que mais se ouviu nesses pronunciamentos breves e objetivos foi a intenção de que todos trabalhem em harmonia, sem disputas políticas, com a finalidade de encontrar soluções para esse grave problema que tem assolado a população brasileira. O que mais chamou a atenção foi o fato de que nenhum representante dos poderes presentes tentou levar para si o protagonismo das ações.

Pela primeira vez em muitos anos vemos as autoridades desenvolvendo o trabalho que sempre deveriam ter desenvolvido - a união de esforços para beneficiar a população brasileira. Essa reunião precisa ser comemorada com alegria e esperança, pois, se essas políticas forem efetivamente implementadas, todos nós nos beneficiaremos.

Comunicação clara e objetiva

Foi admirável também a maneira como cada um usou a palavra nesse pronunciamento. Todos, sem exceção, falaram de maneira clara, sem rodeios, numa linguagem que todos os brasileiros puderam entender. Essa comunicação objetiva, sem subterfúgios dá ao povo o direcionamento de que precisamos.

O presidente do STF explicou que o poder judiciário não poderá integrar o grupo, nem participar das reuniões, pois, como algumas ações talvez possam ser judicializadas, o Supremo não poderia ao mesmo tempo ser favorável às políticas estabelecidas e julgar os casos. Por outro lado, se comprometeu a analisar com a maior rapidez todas as ações, para que não haja lentidão em sua implementação.

Agora basta aguardar as ações, que pelo teor das promessas feitas, não poderão ser descumpridas, com o risco de caírem em descrédito e amargarem prejuízos para suas pretensões políticas, sejam elas quais forem. Temos homens inteligentes e bem-intencionados. Essa era a união que todos nós esperávamos.

Pelo menos quanto ao combate à pandemia, vamos deixar 2022 para 2022. Quem quiser antecipar esse pleito, provavelmente, terá prejuízos para suas aspirações eleitorais.

Superdicas da semana

  • Quando as pessoas se unem por um bem comum, as soluções aparecem
  • Não há problema que não possa ser solucionado com trabalho e boa vontade
  • Todos os poderes foram instituídos para beneficiar a população
  • Não existe poder que possa ser considerado mais importante que o interesse da população

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: "29 Minutos para Falar Bem em Público", publicado pela Editora Sextante. "Os segredos da boa comunicação no mundo corporativo", "Oratória para advogados", "Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas", "Como falar de improviso e outras técnicas de apresentação", "Assim é que se Fala", e "Como Falar Corretamente e sem Inibições", publicados pela Editora Saraiva. "Oratória para líderes religiosos", publicado pela Editora Planeta.

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