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Os melhores investimentos para cada objetivo financeiro

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Imagem: Getty Images/iStockphoto
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Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

11/10/2021 04h00Atualizada em 11/10/2021 15h17

Um dos maiores erros que os investidores cometem na hora de escolher uma aplicação é olhar apenas para os rendimentos dela como critério de escolha ou exclusão de um ativo.

Se você quer escolher um investimento que traga boa rentabilidade e segurança para seu dinheiro, o melhor a fazer é sempre entender qual é o objetivo que você tem para essa grana. A partir do momento em que você define a meta de tempo para sua aplicação, fica muito mais fácil definir onde investir.

Objetivos principais

É possível separar os investimentos em 3 objetivos principais. Se você tem uma meta para daqui a 3 anos (como fazer uma viagem ano que vem ou trocar de carro em 2 anos) deve buscar investimentos de curto prazo. Objetivos de médio prazo incluem planos para daqui 3 a 10 anos (comprar uma casa, por exemplo) e acima de 10 anos (aposentadoria, investimentos para os filhos) consideramos longo prazo.

Se você tem uma meta de longo prazo e coloca seu dinheiro em um investimento feito para o curto prazo você terá uma rentabilidade menor para seu dinheiro. Caso coloque um valor destinado para o curto prazo em um investimento de longo prazo, pode ter prejuízo no momento de sacar seu dinheiro.

CURTO PRAZO

Se você deseja investir para objetivos em até 3 anos, o ideal é buscar aplicações de renda fixa ligadas à taxa de juros, como o Tesouro Selic, CDBs, LCI, LCA e LCs. Esses investimentos têm poucos riscos e prazo de vencimento curto.

A chance de perder dinheiro com esses ativos é baixa e por esse motivo a rentabilidade deles não é das melhores. Nesse caso, você está trocando a segurança e a certeza de sacar seu dinheiro sem prejuízo por uma rentabilidade menor.

MÉDIO PRAZO

Para o médio prazo ainda é necessário continuar na renda fixa, porém as opções de investimento aumentam. É possível investir em Tesouro IPCA, Tesouro Prefixado e Tesouro Selic, além de buscar opções mais rentáveis dentro da renda fixa privada. CDBs e debêntures podem ser boas opções para quem procura ganhar um pouco mais.

É preciso ficar bastante atento na hora de aplicar o seu dinheiro nesses ativos nas condições de resgate deles. Em alguns casos você pode ter prejuízo caso precise tirar a sua grana antes do prazo de vencimento.

LONGO PRAZO

A grande estrela dos investimentos de longo prazo é a renda variável. Nela encontramos ações, fundos imobiliários e ETFs. No curto prazo esse tipo de aplicação sofre com bastante volatilidade. Isso significa que o valor investido pode variar bastante de um dia para o outro e por esse motivo não é recomendado nem para médio e nem para curto prazo.

Montando uma carteira equilibrada com esses ativos é possível aumentar bastante a rentabilidade do seu dinheiro ao mesmo tempo em que a protege. Além disso, com esses investimentos você passa a receber dividendos e em alguns casos consegue expor seu dinheiro ao dólar.

É muito importante que você estude bastante quais são os riscos desses ativos, pois é possível perder grande parte do seu dinheiro caso faça escolhas equivocadas.

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Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado anteriormente, por oscilarem muito, as ações não são indicadas nem para médio e nem para o curto prazo. A informação foi corrigida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL