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Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Ter menos para ter mais: 4 dicas de minimalismo para economizar

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César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

07/04/2021 04h00

Minimalismo é um conceito aplicado a muitas coisas diferentes.

Na arquitetura e na decoração, por exemplo, o conceito minimalista leva em conta linhas simples e decoração reduzida, com a intenção de valorizar aquilo que de fato importa: funcionalidade e significado marcantes e bem definidos, com base na vida que se leva dentro do lar.

No vídeo abaixo, conversei com uma das maiores referências do lifestyle minimalista no Brasil, o Pinho, em uma discussão com várias dicas práticas sobre esse assunto que vão ajudar você a economizar e juntar mais dinheiro.

Vamos às quatro dicas de minimalismo para as finanças!

Ter menos para ter mais

Pode parecer incoerente, mas ter menos coisas pode ajudar você a conquistar aquilo que sempre sonhou.

Tendemos a ser acumuladores. Desde o monte de roupas que temos, das quais nem lembramos que estão no guarda-roupas, até aquele exagero de comida congelada no freezer.

A dica é praticar constantemente o desapego e doar (ou vender) suas coisas.

De tempos em tempos eu doo parte das minhas roupas para viver com cada vez menos.

É claro que há um limite para isso. Mas é libertadora a sensação de perceber que não é necessário muito para viver.

Quando for ao shopping (eu também tenho saudade desse tipo de passeio, quase proibido em tempos de pandemia), você não vai mais comprar uma camiseta branca por achar que precisa dela, pois passa a saber o que tem no seu guarda-roupas. Melhor ainda: você passará a, de fato, usar as roupas que tem.

E isso se aplica a tudo na vida.

Com esse hábito, a economia financeira se torna mais presente, o impulso consumista pouco a pouco vai embora e seus objetivos são alcançados mais cedo.

Elimine o que pesa

Não estou falando só de peso físico, mas também o financeiro e o peso do remorso.

Com certeza, há uma série de pequenos gastos em seu orçamento que podem ser desnecessários.

Pare um minutinho para pensar:

  • Você usa todo o pacote de dados de internet que contrata para seu celular?
  • Assiste a todos os serviços de streaming que assina?
  • Quantos canais da TV a cabo que está sendo paga você de fato consome? Com qual frequência?
  • Lembra-se de alguma renovação automática de alguma assinatura que nem usa mais?

Esses são só alguns exemplos, mas é claro que você se lembra de mais coisas, certo?

Cancele tudo o que não usa, mantenha apenas o que de fato faz sentido na sua vida e se livre do fardo de gastos desnecessários e do sentimento de culpa financeira.

Dê menos presentes. Esteja mais presente!

Conforme você incorpora o minimalismo, passa a não querer ganhar muitos presentes sem muita utilidade.

Sei que isso pode parecer estranho, mas quando ganho um presente, agradeço com carinho, mas no fundo eu preferia não ganhar uma camisa que não tem a ver comigo, da qual não preciso e que tem tudo para ficar no fundo da gaveta.

Se com você também é assim, por que presentear tanto os outros?

Aproveite os tempos de distanciamento social e faça uma ligação demorada, uma conversa aberta, com interesse genuíno sobre seu amigo ou parente querido.

Presentes são uma forma de demonstrar carinho, mas não é a única, e sequer eles precisam ser caros.

Conhece-te a ti mesmo

Praticar o autoconhecimento é ótimo! Mas vou me ater apenas às finanças.

Ao praticar os hábitos minimalistas anteriores, você passará a entender o que de fato lhe traz felicidade e onde gastar seu precioso dinheiro, sem desperdício.

Por isso, alie aos novos hábitos o controle financeiro documental: anote tudo o que entra e tudo o que sai, classificando em grupos como "alimentação", "lazer" e "transporte", por exemplo.

Você pode usar softwares de planilhas, aplicativos de gestão financeira ou o bom e velho "papel e caneta".

O que importa é perceber para onde está indo seu dinheiro.

Você vai se surpreender com pequenos gastos que são verdadeiros ladrões financeiros, pois parecem pequenos, mas no fim do mês somam uma enorme quantia.

Há muito mais aplicações do minimalismo às finanças no vídeo acima, mas por hoje esses bastam.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL