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Conta digital tem garantia? FGC responde a dúvidas comuns dos investidores

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

17/08/2021 04h00

Com a popularização dos investimentos e a entrada de muitas fintechs no mercado, o investidor passa a ter uma carteira cada vez mais pulverizada. Além de rentabilidade, um ponto fundamental na escolha dos ativos é segurança.

Neste quesito, o mercado brasileiro conta com uma boia extra: o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha na estabilidade do sistema financeiro. Caso as instituições tenham problemas, é o FGC que garante a cobertura do investimento em até R$ 250 mil por banco ou conglomerado financeiro, limitado a R$ 1 milhão por CPF.

No vídeo acima, conversamos com Daniel Lima, diretor-executivo do FGC. Ele nos explica as principais dúvidas sobre o funcionamento do fundo. Abaixo, separamos algumas delas.

Quais investimentos são cobertos?

Lima explica que o FGC cobre os principais investimentos de captação de bancos, como CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. "Não cobrimos títulos da plataforma do Tesouro Direto, que já são garantidos pelo governo, emissões de empresas como debêntures e CRIs e CRAs, que são instrumentos de securitização", diz. O dinheiro que fica parado na conta da corretora também não tem garantia do FGC.

Conta digital tem garantia?

Como muitas perguntas em economia, a resposta é depende. Se o dinheiro da conta digital for direcionado para um CDB ou RDB há cobertura. Caso vá para o Tesouro Direto ou outros investimentos como fundos, não.

Em quanto tempo recebo o dinheiro?

O prazo é dividido em dois momentos. Na etapa inicial, o Banco Central nomeia uma instituição liquidante. Ela será responsável por levantar o nome de todos os investidores da instituição que teve problema. O prazo desta etapa muda conforme o caso. "Se os bancos de dados estiverem organizados, o liquidante é rápido. Se não for esse o caso, vai demorar um pouco mais. A gente estima que em geral o liquidante consiga operacionalizar essa lista em um tempo menor do que um mês", explica Lima.

Com a lista pronta e entregue ao FGC, começa a contar o tempo do fundo. Segundo o diretor, na última liquidação começaram a pagar em apenas dois dias úteis.

Como é o processo?

Quando a instituição tem um problema no pagamento sai um decreto do Banco Central e, em seguida, é nomeado um liquidante para cuidar do processo. O FGC solta um comunicado em seu site avisando os investidores. Assim, uma maneira de acompanhar as novidades é consultar o site do fundo.

Além disso, as corretoras são prestadoras de serviços dos clientes. Por isso, costumam entrar em contato e avisá-los.

Tem mais dúvidas sobre o FGC? Comente abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL