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Banco ou corretora: 6 pontos para analisar antes de investir

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Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone

Yolanda Fordelone é economista e jornalista, teve passagens por grandes jornais nas áreas de economia e finanças, foi professora em um curso de graduação em Economia e hoje coordena uma equipe em um aplicativo de gestão financeira. Além disso, se dedica às finanças pessoais no Econoweek.

07/10/2021 04h00

Quase sempre ingressamos no mundo dos investimentos via banco. Afinal, muitos brasileiros começam aplicando na caderneta de poupança por ela estar atrelada à conta corrente nas grandes instituições. Mas será que quando queremos acessar outros investimentos - como CDBs, fundos, ações e Tesouro Direto - é melhor seguir no banco ou ir para uma corretora?

A coluna traz abaixo alguns pontos de comparação. O vídeo faz parte da série "Meu Primeiro Investimento", que traz essas e outras dúvidas básicas dos novos investidores.

Diversidade de produtos

Se você quer aplicar somente em poupança, CDB e fundos, provavelmente encontra todos os produtos no banco, mas o ponto é que este geralmente oferece produtos da própria casa. Em corretoras, é possível ter acesso aos mesmos produtos citados, só que de diversas instituições.

Há uma analogia bem simples para entender: imagine um condomínio com 30 casas para vender das quais o banco é dono de cinco. Se comprar com o banco, ele irá mostrar somente cinco imóveis. Se comprar em uma imobiliária, ela apresentará as 30 casas do portfólio.

Rentabilidade

Os grandes bancos oferecem algumas opções, mas, em geral, menos rentáveis. No vídeo acima fizemos a comparação de alguns CDBs.

Custos

Hoje em dia, muitas corretoras independentes isentam o pequeno investidor de custos como corretagem em ações e em fundos imobiliários, além da própria taxa do Tesouro Direto e de todos os investimentos de renda fixa.

Em bancos, de uns tempos para cá ficou mais comum isentar o investidor da taxa de Tesouro Direto, mas a maioria ainda cobra corretagem em ações.

Atendimento

Cadastrar-se em corretoras é gratuito. Então, vale a pena abrir o cadastro em mais de uma para testar as plataformas e atendimento.

O atendimento nos bancos pode ser bom, mas em geral funciona mais para quem tem muito dinheiro ali, ou seja, para os chamados clientes private.

Nas corretoras o valor de corte para ter acesso a assessorias e atendimento exclusivo é menor, a partir de R$ 50 mil.

Segurança

Quando você investe em algo, o dinheiro não fica na corretora ou no banco. Assim, se a instituição intermediária tiver problemas financeiros e falir, por exemplo, seus investimentos não são afetados.

Você deverá ter de fazer um cadastrado em uma nova plataforma para movimentar o dinheiro, mas não o perde.

Relatórios

Seja por meio de um banco ou de corretoras, a pessoa tem acesso a diversas análises de mercado. Bancos, porém, costumam ter áreas de análise maiores. Nem toda corretora tem tantos especialistas.

Cabe se cadastrar e conhecer o trabalho dos relatórios para entender se eles atendem à sua necessidade.

Você investe via banco ou corretora? Responda abaixo ou nas nossas redes sociais (Instagram ou YouTube).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL