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Bolsa sobe 1%, fecha 5ª semana de alta e bate recorde; dólar vai a R$ 3,772

Do UOL, em São Paulo

24/01/2019 17h12Atualizada em 24/01/2019 18h42

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, voltou a bater recorde nesta quinta-feira (24). O índice fechou em alta de 1,16%, a 97.677,19 pontos, sua maior pontuação de fechamento na história. É o décimo primeiro recorde de pontuação somente neste ano, e a primeira vez que a Bolsa passa dos 97 mil pontos. O índice acumulou alta de 1,64% na semana, no quinto avanço semanal seguido. Desde o início de 2019, já subiu 11,14%.

O dólar comercial fechou em alta de 0,23%, cotado a R$ 3,772 na venda. Com o resultado, a moeda encerra a semana com valorização acumulada de 0,43%, na segunda alta semanal seguida. O dólar não vai operar na sexta-feira (25) por ser feriado na cidade de São Paulo. 

Na véspera, a moeda caiu 1,11%, a R$ 3,763, e a Bolsa subiu 1,53%, a 96.558,42 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Dona das Casas Bahia salta mais de 6%

Na maior alta do Ibovespa no dia, as ações da Via Varejo, varejista dona das Casas Bahia, saltaram 6,4%, seguidas pelos papéis do grupo educacional Kroton, que subiram 5,54%.

Entre os destaques da Bolsa nesta quinta-feira, as ações do Bradesco (+1,01%), da Petrobras (+0,43%) e da mineradora Vale (+0,9%) fecharam em alta. Por outro lado, Banco do Brasil (-0,51%) e Itaú Unibanco (-0,13%) caíram. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Reforma da Previdência

O resultado da Bolsa refletiu o otimismo gerado no mercado por entrevistas dadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em Davos, no Fórum Econômico Mundial. Guedes disse que a reforma da Previdência segue como prioridade e pode render uma economia de R$ 700 milhões a R$ 1,3 trilhões em 10 anos

Investidores veem a mudança no regime atual de Previdência do país como crucial para a melhora da situação fiscal brasileira, a fim de estabilizar o comportamento da dívida pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto).

Uma melhora nesse quadro teria efeito de queda na curva longa de juros do país, que é vista como uma das principais métricas para o investimento em ações.

O ministro também afirmou que o governo analisa reduzir a alíquota do Imposto de Renda cobrado das empresas de 34% para 15%.

Desaceleração da economia mundial

Também afetaram o mercado declarações dadas pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. Ele afirmou que o crescimento da zona do euro provavelmente será mais fraco que o previsto devido a fatores como a desaceleração da economia da China e o brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. 

"A fala do Mario Draghi, em que ele comentou que as perspectivas para a economia mudaram para o lado negativo, impactou a moeda no exterior", disse Carlos Müller, analista da Geral Investimentos, à agência de notícias Reuters.

Atuação do BC

O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 11,39 bilhões do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

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