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Bolsa sobe e bate recorde pela 10ª vez no ano; dólar cai e fecha a R$ 3,763

Do UOL, em São Paulo

23/01/2019 17h14Atualizada em 24/01/2019 16h42

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, voltou a bater recorde nesta quarta-feira (23). O índice fechou em alta de 1,53%, a 96.558,42 pontos, sua maior pontuação de fechamento na história. É o décimo recorde de pontuação somente neste ano --o último foi alcançado na sexta-feira (18), quando a Bolsa chegou a 96.096,75 pontos. Desde o início de 2019, o índice acumula valorização de 9,87%.

O dólar comercial fechou em queda de 1,11%, cotado a R$ 3,763 na venda, após seis altas seguidas. É a maior baixa percentual diária em quase três semanas, desde 3 de janeiro (-1,46%). Na véspera, a moeda subiu 1,25%, a R$ 3,806, e a Bolsa caiu 0,94%, a 95.103,38 pontos.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Kroton salta mais de 7%

Na maior alta do Ibovespa no dia, as ações do grupo educacional Kroton saltaram 7,33%, após a empresa apresentar ao mercado uma estimativa de melhora em seus resultados neste ano.

Entre os destaques da Bolsa, as ações do Banco do Brasil (+2,07%), do Bradesco (+1,71%), da Petrobras (+1,19%), da mineradora Vale (+1,03%) e do Itaú Unibanco (+0,67%) fecharam em alta. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Reforma da Previdência

Em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou à Bloomberg TV que a maior prioridade do governo é a reforma da Previdência e que reduzirá mais da metade do rombo nas contas públicas como resultado da medida. O ministro está em Davos em razão do Fórum Econômico Mundial.

"Embora seja bem otimista essa expectativa de zerar o déficit em 2019, a postura dele [Guedes] de falar o que o mercado queria ouvir deu essa força para o real", afirmou o corretor da operadora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Desde segunda-feira (21), o mercado estava sob expectativa de informações sobre a reforma da Previdência vindas de Davos, o que foi de certa forma frustrado após um discurso genérico do presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (22).

Nesta quarta, uma entrevista coletiva que teria a participação de Guedes e Bolsonaro foi cancelada de última hora, mas não houve uma forte reação do mercado.

Guerra comercial

O mercado acompanhava também os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Nesta quarta, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou que pode haver um acordo entre os dois países até 1º de março.

"Há muito progresso a ser feito, mas é uma situação bem forte no momento. Acho que os chineses reconhecem que eles têm um grande ganho potencial de um acordo porque o crescimento deles realmente despencou", disse Hassett, em entrevista à rede de TV norte-americana CNN.

Atuação do BC

O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 10,72 bilhões do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

Entenda como funciona o câmbio do dólar

UOL Notícias
Errata: o texto foi atualizado
Uma versão anterior deste texto informava incorretamente que o dólar fechou em alta após seis quedas seguidas. Na verdade, a moeda caiu nesta quarta-feira (23), após seis altas consecutivas. A informação foi corrigida.

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