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Bolsa tem 3ª queda e perde 1,3%; dólar sobe a R$ 3,80, após prisão de Temer

Do UOL, em São Paulo

2019-03-21T17:15:04

2019-03-21T18:07:00

21/03/2019 17h15Atualizada em 21/03/2019 18h07

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em queda de 1,34%, a 96.729,08 pontos. Foi a terceira desvalorização seguida e o menor nível de fechamento em quase duas semanas, desde 8 de março (95.364,85 pontos). A Bolsa operava em queda e passou a recuar ainda mais, no final da manhã, após a prisão do ex-presidente Michel Temer.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,9%, cotado a R$ 3,80 na venda, após quatro quedas consecutivas. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Petrobras e bancos caem

Fecharam em queda as ações do Bradesco (-2,2%), do Banco do Brasil (-2,1%), da Petrobras (-2%) e do Itaú Unibanco (-1,76%). Por outro lado, os papéis da Vale (0,65%) fecharam em alta. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Lojas Americanas lideram perdas

As maiores quedas da Bolsa no dia foram das Lojas Americanas (-5,58%) e sua controlada B2W (-6,31%), dona dos sites Submarino e Americanas.com. As duas companhias apresentaram resultados considerados decepcionantes por analistas do mercado.

Prisão de Temer aumenta preocupação com Previdência

O dólar já operava em alta e a Bolsa caía pela manhã quando aceleraram o movimento após a notícia da prisão do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco pela operação Lava Jato. Apesar de não afetarem diretamente o governo do presidente Jair Bolsonaro, as prisões aumentam a desconfiança da população na classe política e o atrito entre os poderes Executivo e Judiciário, segundo analistas.

Na visão de alguns agentes do mercado, essa tensão pode desviar os esforços do governo no sentido de aprovar a reforma da Previdência, proposta tida como essencial para equilibrar as contas públicas.

Reforma dos militares frustra mercado

O governo entregou ontem ao Congresso o projeto de reforma da Previdência dos militares, que prevê economia de R$ 10,45 bilhões em 10 anos, bem abaixo dos mais de R$ 90 bilhões que haviam sido divulgados pela equipe econômica anteriormente, o que frustrou o mercado.

A diferença entre os valores, que se deve à incorporação no projeto de uma reestruturação de carreira, com mais benefícios aos militares, gerou cautela entre investidores e mal-estar entre parlamentares.

O risco agora é que o governo seja mais pressionado por outras categorias e precise fazer mais concessões, o que ameaça reduzir a economia estimada de R$ 1 trilhão com a reforma da Previdência ao longo de uma década.

Somando-se à lista de reveses do governo, o anúncio do nome do relator para a reforma dos civis na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, previsto para hoje, foi adiado até que o governo "esclareça" o projeto dos militares, informou a liderança do PSL na Casa.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu todos os 14,5 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. Em 12 operações, o BC já postergou o vencimento de um total de US$ 8,7 bilhões do lote total de US$ 12,321 bilhões que vence em abril.

(Com Reuters)

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