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Petrobras sobe 3,57% e puxa Bolsa; dólar fecha em alta de 0,85%, a R$ 3,902

Do UOL, em São Paulo

2019-04-16T17:11:12

2019-04-18T13:16:19

16/04/2019 17h11Atualizada em 18/04/2019 13h16

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,34%, a 94.333,31 pontos, no segundo avanço seguido. É a maior alta percentual diária desde 4 de abril (1,93%). O índice foi influenciado pela alta de 3,57% da Petrobras e por ganhos de frigoríficos.

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,85%, cotado a R$ 3,902 na venda. É o maior valor de fechamento em mais de duas semanas, desde 29 de março (R$ 3,915). O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Frigoríficos disparam

Os frigoríficos ficaram entre as maiores altas do Ibovespa nesta sessão. As ações da JBS (8,48%), da Marfrig (7,42%) e da BRF (6,26%) dispararam em meio a expectativas favoráveis para essas empresas por conta do avanço da febre suína africana na China, importante mercado para a carne brasileira.

Também fecharam com ganhos as ações da Vale (3,45%) e do Banco do Brasil (2,07%). Por outro lado, os papéis do Bradesco (-0,17%) tiveram queda e os do Itaú Unibanco (-0,09%) fecharam quase estáveis.

Votação da Previdência na CCJ ainda é dúvida

Investidores estavam cautelosos após incertezas sobre a votação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Pelo acordo de líderes, a votação ficaria para a próxima semana, mas o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), ainda tenta votar a proposta na comissão nesta semana.

Ontem, após uma inversão da pauta, que inicialmente trazia a Previdência como primeiro item, os deputados da comissão aprovaram a PEC do Orçamento impositivo, que seguirá agora para uma comissão especial antes de ser enviada ao plenário da Câmara. Com isso, atrasaram as discussões sobre a Previdência.

A reforma previdenciária é considerada pelo mercado financeiro como fundamental para o governo equilibrar as contas públicas.

Mercado aguarda reunião entre governo e Petrobras

O mercado também estava atento à reunião entre o governo e a Petrobras nesta tarde, na qual a petroleira deverá dar uma explicação sobre o aumento do diesel anunciado na semana passada e cancelado após intervenção do presidente Jair Bolsonaro.

"O investidor estrangeiro não é adepto a nenhum tipo de interferência do governo em estatais, isso levanta dúvidas sobre quão liberal é o governo", disse à agência de notícias Reuters o operador de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Na avaliação dele, os mercados devem se acalmar se houver uma sinalização contundente da parte do governo de que não há nem haverá uma política intervencionista na estatal.

Hoje o governo anunciou um pacote de medidas para agradar os caminhoneiros e tentar reduzir os riscos de uma nova greve como a ocorrida no ano passado. O pacote não inclui ações em relação ao preço do diesel, principal reclamação da categoria, que motivou a intervenção do presidente na Petrobras.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu todos os 5.350 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólar no mercado futuro) ofertados hoje. Em 12 leilões neste mês, o BC vendeu US$ 3,210 bilhões nesses contratos. O lote a expirar em 2 de maio é de US$ 5,343 bilhões.

(Com Reuters)

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