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Ações da Petrobras despencam mais de 21% após anúncio de troca de comando

Intervenção de Bolsonaro no comando da Petrobras sinalizou ao mercado um abandono da agenda liberal - Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo
Intervenção de Bolsonaro no comando da Petrobras sinalizou ao mercado um abandono da agenda liberal Imagem: Suamy Beydoun/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

22/02/2021 10h55Atualizada em 22/02/2021 18h54

As ações da Petrobras despencaram hoje na Bolsa de Valores, após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicar o general Joaquim Silva e Luna para substituir o atual presidente da empresa, Roberto Castello Branco.

As ações preferenciais da companhia (PETR4), as mais negociadas, fecharam o dia em queda de 21,51%, enquanto os papéis ordinários (PETR3) — com direito a voto em assembleia — registraram baixa de 19,96%.

As ADRs — certificados de ações negociados na Bolsa dos Estados Unidos — da Petrobras também despencaram mais de 21%.

Na sexta-feira (19), as ações da Petrobras já haviam fechado em forte queda diante dos rumores de que Bolsonaro promoveria uma troca no comando da empresa.

Temor de intervenção

A sinalização de troca no comando da Petrobras reacendeu os temores no mercado de uma intervenção do governo na empresa e de abandono da agenda liberal.

A indicação de um novo presidente para a estatal vem após uma sequência de aumentos nos preços dos combustíveis, o que gerou críticas de caminhoneiros, categoria que já ameaçou fazer greve este ano.

A escolha do governo, porém, precisa ser aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, e a companhia informou, após o anúncio feito por Bolsonaro, que o mandato de Castello Branco se encerra no dia 20 de março.

Silva e Luna era diretor-geral da Itaipu Binacional e já foi ministro da Defesa durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), em 2018.

No sábado (20), Bolsonaro também disse que vai "meter o dedo na energia elétrica", e que, "se a imprensa está preocupada com a troca de ontem, na semana que vem teremos mais".

Privatização

Hoje, o general Silva e Luna disse que não discutiu e não tem uma opinião sobre uma eventual privatização da companhia.

"Não conversei em nenhum momento [com o governo sobre o assunto]... Então não me considero em condições de fazer nenhum juízo de valor", afirmou ele, durante entrevista à Rádio Bandeirantes.

(Com Reuters)

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