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Finanças pessoais


Bolsa está bombando, mas você está fora. É tarde ou ainda dá para ganhar?

João José Oliveira

Do UOL, em São Paulo

22/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, já acumulou este ano ganho superior a 20%
  • Apesar da alta acumulada em 2019, investidor ainda pode encontrar oprtunidades de ganhos na Bolsa, dizem especialistas
  • Aplicador pode investir em fundo de ações ou comprar ações de empresas diretamente
  • Investidor iniciante na Bolsa deve evitar aplicar dinheiro por um período curto porque risco de perdas é maior
  • Especialistas recomendam ao investidor buscar informações da empresa e do setor em que ela atua antes de comprar a ação de uma companhia

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, acumula este ano um ganho superior a 20%. Isso é cerca de quatro vezes o rendimento da poupança ou de um fundo de renda fixa mais conservador.

Se você não faz parte do 1,5 milhão de brasileiros investidores na Bolsa, pode estar se perguntando: ainda vale a pena entrar? Afinal, se o Ibovespa subiu, as ações estão mais caras. E, se estão valendo mais, o espaço para novos ganhos diminui.

Especialistas dizem que essa preocupação faz sentido, mas que ainda há bons motivos para colocar parte dos investimentos na Bolsa.

Para o analista-chefe do banco digital Modalmais, Leandro Martins, uma série de fatores favorece as vendas e os lucros das empresas que têm ações: juros baixos, economia em recuperação, retomada do consumo e inflação controlada.

Não aplique pensando no curto prazo

Como a alta recente da Bolsa aumenta o risco de desvalorizações no curto prazo, a dica de especialistas é não aplicar pensando em lucro rápido.

"Bolsa é renda variável, ou seja, pode subir e render, mas pode cair também. Você precisa estar pronto para isso", afirmou o coordenador de analistas da Nova Futura Investimentos, Leandro De Checchi. "Não se deve aplicar o dinheiro que vai ser necessário no curto prazo."

Escolha bem as ações

Martins afirma que o fato de a Bolsa já ter subido bastante limita os ganhos, mas destaca que o índice acompanha o desempenho de um grupo de ações, representando, de certa forma, uma média do mercado. Isso quer dizer que alguns papéis subiram mais que outros. Daí a importância de escolher bem que ações comprar.

Uma dica é identificar empresas que podem se beneficiar mais do atual momento da economia do que outras. "Com juros baixos e o consumo voltando a se aquecer, empresas de setores como varejo e construção podem ter um desempenho mais forte", disse.

De Checchi recomenda que o investidor novato monte uma carteira com cinco a dez ações. Com menos de cinco ações, o risco vai ficar muito concentrado em poucas empresas. Com mais de dez, o investidor pode ficar perdido em meio a muita informação.

Preferência por empresas grandes

De Checchi sugere ainda que o aplicador dê preferência às ações de empresas maiores, as blue chips. Por serem mais conhecidas, é mais fácil acompanhar informações sobre elas. Seus papéis também são mais negociados, então não haverá dificuldade para encontrar comprador se você precisar vender a ação.

As ações de empresa menores, as chamadas small caps, até podem oferecer boas oportunidades, porque são de companhias em fase de expansão, mas o acesso às informações pode ser mais difícil e o número de potenciais compradores é menor.

Atenção a quem tem problemas com a Justiça

Os especialistas recomendam que o investidor estreante evite empresas envolvidas em investigações na Justiça ou que tenham problemas financeiros, como um pedido recuperação judicial em curso.

A ação pode estar sendo negociada com um belo desconto, mas o risco de um "esqueleto" sair do armário e derrubar o valor do investimento sempre estará presente.

Como investir

Para comprar ações, o investidor deve abrir uma conta em uma corretora. Ele usará essa conta para comprar ações e para receber valores quando vender uma ação.

Outra forma de aplicar dinheiro na Bolsa é via fundo de investimento em ações. Nesse caso, um gestor escolhe as empresas e cobra do investidor uma taxa para administrar a carteira de ações.

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