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CDB é opção para além da poupança e tem resgate fácil; saiba escolher

João José Oliveira

do UOL, em São Paulo

16/07/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Títulos emitidos por bancos podem entrar na carteira de investimento como opção de reserva de emergência
  • CDB precisa ter liquidez diária para fazer o papel de reserva de emergência, dizem consultores
  • Títulos com prazos mais longos pagam mais, mas dinheiro não pode ser sacado antes do vencimento

A queda da taxa básica de juros para mínimas históricas afetou em cheio o desempenho das aplicações em renda fixa mais tradicionais, que seguem o CDI, como a caderneta de poupança e os fundos DI. Mesmo assim, esse tipo de investimento continua sendo importante para aquela parte da carteira voltada para atender necessidades de curto prazo, a chamada reserva de emergência.

Para atender esse tipo de necessidade, outro produto que ganha espaço é o CDB (Certificado de Depósito de Bancário) de liquidez diária. Consultores financeiros destacam que esse tipo de investimento pode render mais que a poupança e que fundos DI, especialmente no caso de papéis fora dos grandes bancos.

Os CDBs que pagam mais

Bancos médios e digitais e fintechs de crédito precisam levantar recursos para emprestar a clientes. Uma forma de fazer isso é vender CDBs.

Como esses bancos não têm a mesma rede de agências e a mesma quantidade de clientes que os grandes bancos, precisam oferecer CDBs com rendimentos mais altos para atrair investidores.

Comparando taxas

Enquanto CDBs de curto prazo em grandes bancos oferecem rendimento abaixo do CDI, nos bancos médios, o rendimento de CDBs de liquidez diária chega a 106% do CDI (CDI mais 6%), conforme apontam as opções que podem ser encontradas na plataforma de comparação de investimentos Yubb (entenda o que é o CDI e como influencia seus investimentos).

"Vejo os CDBs de forma positiva, especialmente os de bancos de segunda linha", afirma o presidente da Dsop Educação Financeira, Reinaldo Domingos.

Ele explicou que esses títulos são protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250 mil, da mesma forma que os títulos emitidos pelos grandes bancos.

Como escolher

Os CDBs com liquidez diária permitem que o cliente possa sacar o dinheiro a qualquer momento sem abrir mão da rentabilidade —que é proporcional até o momento do resgate.

Mas isso só vale para CDBs de liquidez diária. Há CDBs que pagam mais, mas cujo vencimento é mais longo, de um mês a vários anos. Nesse caso, se sacar antes do prazo, o investidor perde todo o rendimento.

Os consultores destacam que há CDBs que rendem até 140% do CDI, ou seja, os 2,25% da Selic e mais 40% em cima disso. Mas para pegar esse ganho, o aplicador tem que esperar 12 meses ou o prazo de vencimento.

"Se o investidor não planejar, pode ter que resgatar o CDB fora da data e perder todo o rendimento", afirma .Bernardo Pascowitch, fundador da plataforma de comparação de investimentos Yubb.

Na plataforma da Yubb, é possível comparar diferentes CDBs, com rendimentos e prazos de resgates diversos.

Para quem mexe na reserva com frequência

Paulo Marostica, planejador financeiro da Planejar, diz que o CDB de liquidez diária pode ser uma alternativa também para quem costuma precisar da reserva de emergência com frequência. Ele afirmou, porém, que o rendimento maior, nesse caso, pode não compensar.

"Não vale a pena o esforço de abrir uma nova conta em outra instituição financeira, além daquela na qual já tenho conta, por causa de 0,5% a mais de ganho no ano, por exemplo. É uma diferença muito pequena para compensar o trabalho de administrar mais uma conta corrente", afirmou.

Rendimento sofre desconto de IR

Marostica destaca ainda que há o pagamento de impostos, o que reduz o resgate do título. O CDB segue a tributação regressiva do Imposto de Renda para aplicações de renda fixa.

  • 22,5% sobre o rendimento para resgates feitos até 180 dias após o investimento
  • 20% para resgates entre 181 e 360 dias
  • 17,5% para resgates entre 361 e 720 dias
  • 15% para resgates depois de 720 dias

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