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Fundos imobiliários de tijolo ou de papel? Na dúvida, fique com os dois

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Lucas Elmor

Lucas Elmor

Sócio-diretor de Gestão da Hectare Capital, formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Juiz de Fora e Chartered Financial Analyst pelo CFA Institute, com experiência em estruturação e gestão de investimentos nos setores de logística, agronegócio, energia e imobiliário.

28/09/2020 04h00

Navegar pela sopa de letrinhas e jargões do mundo financeiro talvez seja uma das maiores dificuldades do investidor iniciante. Para construir um entendimento sobre as diferentes opções disponíveis e tomar uma decisão sobre qual caminho seguir, muitos ficam perdidos com tanta informação e não conseguem discernir entre o que é bom ou ruim. E, em um ambiente de taxa de juros reduzidas como o que estamos vivenciando atualmente no mercado brasileiro, o número de investidores iniciantes que enfrenta essa situação aumenta a cada dia.

Esse problema se torna ainda mais relevante no mercado de fundos imobiliários (FIIs) listados em Bolsa. Enquanto nos mercados de ações, câmbio e derivativos, o volume de negócios está concentrado nas mãos de investidores profissionais e institucionais, com os FIIs ocorre o oposto. Segundo dados do boletim mensal divulgado pela B3 em agosto, 73,8% das cotas eram detidas por pessoas físicas e pouco mais de dois terços do volume financeiro também foi negociado por pessoas físicas. Se considerarmos ainda que a maior parte dos investidores de FIIs começou a aplicar há pouco tempo, a necessidade de explicar os diferentes termos para esse produto é ainda mais latente.