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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mesmo na renda fixa, diversifique seus investimentos

Mesmo em momentos com a taxa Selic em dois dígitos, é importante lembrar da máxima da diversificação da sua carteira - Getty Images
Mesmo em momentos com a taxa Selic em dois dígitos, é importante lembrar da máxima da diversificação da sua carteira Imagem: Getty Images
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Juliana Mello

04/07/2022 04h00Atualizada em 28/07/2022 18h59

Dois anos atrás, não se pensava que a Selic no Brasil chegaria a mais de dois dígitos em 2022. Já estamos em 13,25%, e o mercado se prepara para mais uma elevação na reunião de agosto do Copom.

Com essa mudança de cenário, muita gente se desfez de seus investimentos em renda variável ou até mesmo de alguns investimentos menos conservadores em renda fixa e voltou às opções de renda fixa mais tradicionais, como CDBs de grandes instituições financeiras com rentabilidade atrelada ao CDI.

Realmente, essas são boas opções nesse momento e estão com uma rentabilidade bastante atrativa. Entretanto, não importa qual o prazo do papel em que você investiu: esse investimento não deve entregar essa mesma rentabilidade no longo prazo. Isso porque a Selic não deve se manter no nível atual ao longo dos próximos anos.

Mesmo em momentos com a Selic em dois dígitos, é importante lembrar da máxima da diversificação da sua carteira. Mesmo que um CDB esteja rendendo bem agora, vale a pena olhar para alternativas —seja na renda fixa ou na renda variável— que possam entregar retornos consistentes ao longo dos anos.

Um primeiro passo é calcular quanto você a quantia em que você pode abrir mão de liquidez e que pode ficar alocada por mais tempo. Para essa fatia, considere investir em títulos de renda fixa mais longos, que darão retorno consistente mesmo em momentos em que eventualmente a taxa básica de juros esteja mais baixa.

Alguns fundos imobiliários têm rentabilidade garantida?

Outra opção são os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) de papel, que investem majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Os CRIs são títulos de renda fixa e normalmente você já conhece a rentabilidade deles ao longo dos próximos anos.

Sendo assim, é possível estimar a rentabilidade do FII nos próximos anos. Essa estimativa não pode ser tomada como certa, afinal o gestor do fundo provavelmente fará investimentos e desinvestimentos ao longo do tempo, ou até mesmo novas captações —o que é ótimo, pois permite ao gestor diversificar ainda mais o portfólio e o risco do fundo.

Na escolha dos fundos, é importante procurar gestores com um bom "track record" e com histórico de boa rentabilidade —ainda que sempre valha lembrar que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Além disso, entenda como esses gestores trabalham, procure saber se houve algum caso em que o emissor de um papel deixou de honrar com suas dívidas, e principalmente como o gestor atuou nesses casos.

Como gosto de sempre frisar: procure as fontes primárias de informações. Não acredite em fofocas de mercado e escolha bem em quem você se baseará para fazer suas movimentações de compra e venda.

Se sua carteira está equilibrada e adequada ao seu perfil como investidor, as variações de curto prazo não devem ser preponderantes na tomada de decisão. Procure sempre seu agente ou o responsável pela gestão de seu patrimônio e tire suas dúvidas.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.