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Sucessão no BB e reestruturação do Grupo Ultrapar trazem incertezas

Banco do Brasil: as ações BBAS3 têm cenário incerto pela frente, assim como as de todas as estatais. - Wagner Pires / Estadão Conteúdo
Banco do Brasil: as ações BBAS3 têm cenário incerto pela frente, assim como as de todas as estatais. Imagem: Wagner Pires / Estadão Conteúdo
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Felipe Bevilacqua

23/03/2021 08h36

Minha análise de hoje começa pela nova indicação à presidência do Banco do Brasil, que não agradou muita gente. Para contrabalancear, há uma notícia animadora rodando o mercado.

Na sequência, comento sobre um momento de mudança na Ultrapar, controladora da Ipiranga, que pode indicar crescimento no longo prazo.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Belivacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os leitores de UOL Economia+. Conheça os recursos do serviço de orientação financeira UOL Economia+, para quem quer investir melhor.

Banco do Brasil (BBSA3) - Nome indicado para CEO desagrada conselheiros

Na última semana, André Brandão anunciou sua saída da presidência do Banco do Brasil. Para ocupar o cargo, o nome recomendado foi o de Fausto Ribeiro, atual presidente do BB Consórcios.

O indicado foi entrevistado por três conselheiros do BB e todos o consideraram inadequado, apesar da longa carreira no banco. Os conselheiros já haviam se mostrado insatisfeitos por não terem sido consultados no processo de indicação, o que não é obrigação do governo, mas é algo esperado para evitar atritos internos na gestão do banco.

O atrito pode levar à saída de alguns conselheiros do BB, num movimento parecido com o que ocorreu na Petrobras. As indicações apontam para critérios políticos prevalecendo sobre critérios técnicos.

Neste cenário, acredito que as ações do Banco do Brasil (BBAS3) têm cenário incerto pela frente, assim como as de todas as estatais.

A projeção para a BBAS3 só não é negativa porque voltaram a circular boatos de que o BB pode tirar do papel o projeto de venda da BB DTVM, a maior gestora de recursos do país, com cerca de R$ 1,2 trilhão em carteira. O projeto de venda não é novo. Se avançar, porém, é um dado positivo que reequilibra a balança.

Ultrapar (UGPA3) - Reestruturação começa a ganhar contorno

A Ultrapar, controladora de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país (Ipiranga), está sendo reorganizada. A empresa enfrenta problemas de rentabilidade desde 2017 em função de uma mudança estrutural implementada pela Petrobras na política de precificação das refinarias.

Para resolver o problema, a Ultrapar (UGPA3) tenta se tornar mais objetiva, vendendo alguns ativos e comprando outros. Entre os negócios planejados vale destacar a compra da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, em fase de negociação com a Petrobras, e a venda da química Oxiteno.

Se efetivadas, as mudanças devem trazer maior sinergia para os negócios. Promovem a integração logística do setor de combustíveis, e tiram da base de ativos negócios pouco relacionados às principais divisões: Ipiranga e Ultragaz.

O movimento é grande e arriscado, num momento de incertezas sobre os preços dos combustíveis. Se der certo, porém, tem potencial para elevar a rentabilidade da companhia a outro patamar, com ganhos de sinergia e eficiência operacional.

As mudanças são estruturais e com foco em geração de valor no longo prazo. Ao que tudo indica, o Grupo Ultrapar pode estar voltando para o estilo de gestão cultivado há décadas, e que o trouxe para um alto patamar.

No curto prazo, os impactos da pandemia ainda são severos para os negócios da Ultrapar. Olhando para o longo prazo, porém, os contornos de um cenário melhor começam a aparecer.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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