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Os melhores investimentos para 2021 que você precisa conhecer

Exclusivo para assinantes UOL

Do UOL, em São Paulo

24/03/2021 14h00

O investidor precisa conhecer bem os diversos tipos de investimento que existem antes de decidir onde colocar o dinheiro. Esse foi o principal ponto do segundo dia do evento "O Domínio do Dinheiro", uma parceria do UOL Economia+ e da casa de análises Levante Ideias de Investimento.

O economista Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da Levante, explicou como funcionam os principais investimentos do mercado e em quais ele deve prestar atenção neste ano.

Quem ficou até o final da aula, ainda conheceu a história de Murilo Duarte, fundador do Favelado Investidor, um dos maiores canais de finanças e investimentos do YouTube. Ele contou como saiu de uma dívida de R$ 20 mil e começou a investir.

O Domínio do Dinheiro está sendo apresentado de forma grátis e online, entre terça-feira (23) e quinta (25). Para assistir à última aula, na quinta, ao vivo, basta se cadastrar no formulário abaixo:

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Na primeira aula, o analista explicou como sair da poupança e começar a investir. Se você perdeu o primeiro dia, você pode acessar aqui. Se quiser assistir à segunda aula, ela está disponível aqui. Confira abaixo os aprendizados do segundo dia.

Cada investimento, uma estratégia

Para quem está começando agora, Bevilacqua explicou os principais tipos de investimentos: títulos públicos, ações, fundos imobiliários e moedas.

"Entre os títulos existem vários tipos. Em ações, as que pagam dividendos têm menor risco para o investidor, porque são empresas mais consolidadas, mas existem ações focadas em valorização na Bolsa. Entre os fundos, existem aqueles focados em renda e os focados em valorização", resumiu o analista.

Os investimentos para 2021

Olhando para este ano, o analista explicou os investimentos que devem entrar na carteira dos investidores:

Tesouro direto

Quando você compra títulos do Tesouro Direto, você está emprestando dinheiro para o governo. "O governo é a instituição mais sólida do país, por isso os títulos são os mais seguros do país. O que muda sempre é a proporção que ele vai representar dentro de uma carteira, de acordo com o perfil e com o objetivo do investidor", afirmou Bevilacqua.

Para o analista, o Tesouro Selic --título cuja rentabilidade está atrelada à taxa básica de juros -- é a base da renda fixa de muitas carteiras. Mas há ainda os títulos prefixados, que têm o retorno combinado no momento da compra, e títulos atrelados ao desempenho da inflação.

Para quem tem receio de investir e deixa o dinheiro na poupança, o analista sugere os títulos públicos. "Na poupança, o retorno só é feito no aniversário da aplicação, enquanto nos títulos do Tesouro a rentabilidade é diária", explicou.

Fundos imobiliários

"Os fundos imobiliários estão na lista dos meus investimentos favoritos. É um investimento em que pessoas se unem para comprar determinados imóveis. O brasileiro gosta de investir em imóveis e receber aluguéis de forma recorrente. Os fundos imobiliários são comuns para quem gosta de viver de renda", afirmou Bevilacqua.

Existem três tipos de fundos imobiliários:

  1. Fundos de tijolo: nome dado para os fundos que compram imóveis, como centros logísticos, shoppings, torres residenciais e comerciais;
  2. Fundos de papel: são fundos que compram títulos de dívidas ligados ao setor imobiliário;
  3. Fundos de desenvolvimento: são os mais arriscados entre os três tipos. São fundos de imóveis em processo de construção, então, tem o risco da execução da obra.

Entre os fundos imobiliários, aqueles que investem em centros logísticos são os que podem crescer mais este ano, segundo o economista.

Ações

Quando você compra uma ação, você compra uma fração de uma empresa e se torna sócio dela. "Investir em ações, como qualquer outro investimento, é arriscado, porque tem as quedas, mas as ações devem estar na carteira de todo o investidor, do iniciante ao experiente", avalia Bevilacqua. "Com o cenário de juros baixos, ações são os pilares fundamentais em uma carteira estruturada."

Para analisar se uma ação vale a pena ou não, Bevilacqua explicou os três tipos de avaliações que os analistas fazem, mas que o investidor deve fazer também:

  1. Análise fundamentalista: quando você olha para a empresa, para a receita, para o lucro, para a estrutura e eficiência dela. Quando você entende o mercado onde ela atua, os clientes, a cadeia de fornecedores;
  2. Análise gráfica: avaliação da curva de preços das ações da empresa na Bolsa. Aqui, a análise é se a empresa tem caído ou subido muito nos pregões;
  3. Análise top down: quando se observa o pano de fundo macro, o que está acontecendo no mundo e na economia e como esse cenário beneficia determinado setor e determinadas empresas.

Investimento global e moedas

Em tempos de dólar em alta, ter investimentos baseados em dólar é uma estratégia para proteger a carteira do sobe e desce da Bolsa de Valores.

"Hoje é fácil comprar ações estrangeiras, seja através de BDRs ou com ações negociadas lá fora", explica Bevilacqua. BDRs são papeis que dão o direito do investidor de comprar ações de empresas estrangeiras. Eles são negociados na Bolsa de Valores e são comprados da mesma forma como se compra uma ação.

Outra estratégia para proteger a carteira neste ano é comprar as moedas estrangeiras, principalmente o dólar.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.