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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Magazine Luiza e B2W: duas empresas em crescimento para ficar de olho

Magazine Luiza: adquiriu a SmartHint, um dos maiores sistemas de busca inteligente e de recomendação de compra para e-commerce do Brasil. - Divulgação
Magazine Luiza: adquiriu a SmartHint, um dos maiores sistemas de busca inteligente e de recomendação de compra para e-commerce do Brasil. Imagem: Divulgação
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Felipe Bevilacqua

08/04/2021 08h37

Hoje analiso o setor de comércio eletrônico, que vem realizando diversas aquisições para ampliar a experiência de seus clientes. O Magazine Luiza (MGLU3) e a B2W (BTWO3) lideram essa disputa.

A segunda análise foca nos leilões de aeroportos realizados pelo governo. O grande destaque foi a CCR (CCRO3), que levou dois dos três lotes em licitação.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Belivacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os leitores de UOL Economia+. Conheça os recursos do serviço de orientação financeira UOL Economia+, para quem quer investir melhor.

Ecossistemas de e-commerce em foco

Magazine Luiza (MGLU3) e B2W (BTOW3) anunciaram na manhã de ontem (7) novas aquisições de empresas para seus ecossistemas digitais. Ambas optaram por adquirir empresas de menor porte, com presenças regionais.

O Magazine Luiza adquiriu a SmartHint, um dos maiores sistemas de busca inteligente e de recomendação de compra para e-commerce do Brasil. Fundada em 2017, a companhia conta com cerca de mil clientes e suas ferramentas já geraram R$ 620 milhões em vendas. Com a aquisição, o Magalu amplia a qualidade de busca dentro do seu SuperApp, que já conta com mais de 26 milhões de itens disponíveis.

A B2W adquiriu a plataforma de delivery Shipp. Também fundada em 2017, a companhia do Espírito Santo conta com mais de 10 mil entregadores cadastrados para atender pedidos de supermercados, restaurantes e farmácias. A intenção é melhorar o nível de serviço e o tempo de entrega.

Magalu e B2W são as principais empresas de e-commerce do Brasil e estão num forte ritmo de aquisições com o objetivo de ampliar a frequência de uso de seus aplicativos pelos usuários. Por isso, ambas têm investido na categoria de alimentos de supermercados. Desde janeiro de 2020, o Magalu adquiriu 16 empresas e a B2W fez quatro aquisições.

Um ponto de atenção é a falta de clareza sobre os resultados das integrações. As empresas não têm divulgado dados específicos. Pelo ritmo das aquisições, em especial do Magazine Luiza, imagina-se que a estratégia esteja funcionando. Falta visibilidade, porém, sobre o quanto a ampla gama de serviços de fato funciona como ecossistema digital.

Infra Week: CCR e Vinci são destaques em leilão de aeroportos

Começou nesta quarta-feira (7) a Infra Week, como foi batizada a série de leilões do governo federal para o setor de infraestrutura. Os leilões terminam amanhã (9) e abrangem o segmento de aeroportos, concessões portuárias e ferroviárias. A expectativa é atrair cerca de R$ 10 bilhões em novos investimentos.

No primeiro dia, 22 aeroportos federais foram leiloados na sede da B3, em São Paulo. A disputa resultou em arrecadação de cerca de R$ 3,3 bilhões para o governo, com potencial de geração de R$ 6,1 bilhões em investimentos para os próximos 30 anos.

Os vencedores foram a CCR e a operadora francesa Vinci. A CCR arrematou a concessão mais concorrida, o Bloco Sul, com um lance de R$ 2,1 bilhões de outorga (ágio de 1.534%), superando a meta do governo. Na concessão, a companhia deverá investir R$ 2,9 bilhões, com perspectiva de receita de R$ 7,5 bilhões. O bloco inclui nove aeroportos, com quatro no Paraná, dois em Santa Catarina e três no Rio Grande do Sul.

Além desse lote, a CCR também venceu a disputa pelo Bloco Central com lance de R$ 754 milhões (ágio de 9.156%). A companhia deverá investir R$ 1,8 bilhão, com perspectiva de receita de R$ 3,6 bilhões. O bloco inclui seis aeroportos, nos estados do Maranhão (2), Goiás, Tocantins, Piauí e Pernambuco.

A operadora francesa Vinci surpreendeu ao arrematar o Bloco Norte, com lance de R$ 420 milhões (ágio de 777,47%). O contrato prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão para a concessão, com perspectiva de receita de R$ 3,6 bilhões no período. O lote inclui sete aeroportos localizados no Amazonas (3), Acre (2), Roraima e Rondônia.

O arremate do Bloco Sul pela CCR já era esperado, mas o interesse no Bloco Central, menos atrativo, surpreendeu o mercado e as ações da companhia (CCRO3) fecharam o dia em queda de 1,82%.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL