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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

M. Dias Branco e CCR: o que esperar das ações após anúncios

Ações: veja o que esperar das ações da M. Dias Branco e da CCR hoje - guvendemir/iStock
Ações: veja o que esperar das ações da M. Dias Branco e da CCR hoje Imagem: guvendemir/iStock
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Felipe Bevilacqua

10/05/2021 08h24

Hoje vamos conversar sobre o resultado apresentado pela M. Dias Branco (MDIA3) na sexta-feira (07), após o fechamento do pregão, e sobre o futuro da CCR (CCRO3), que anunciou mudanças relevantes no quadro de acionistas, com a venda da participação (14,86%) da Andrade Gutierrez na companhia.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os leitores de UOL Economia+. Conheça os recursos do serviço de orientação financeira UOL Economia+, para quem quer investir melhor.

M. DIAS BRANCO: Resultados fracos

A M. Dias Branco (MDIA3), maior fabricante de massas e biscoitos do país, apresentou resultados fortemente pressionados pela queda de volume de vendas e forte alta dos insumos.

A receita líquida total alcançou R$ 1,49 bilhão, queda de 8,9% em relação ao mesmo trimestre de 2020 e 12,4% abaixo do quarto trimestre de 2020. A redução foi puxada sobretudo pela queda de 25,2% no volume de vendas (pressão nos meses de janeiro e fevereiro), parcialmente compensada pelo reajuste de preços em janeiro. O lucro líquido encolheu 89,1%, alcançando R$ 15 milhões.

A M. Dias Branco ainda perdeu participação de mercado no segmento de biscoitos, caindo de 33,3% para 32,6% no trimestre, o que de certa forma mostra excelente resiliência do portfólio de marcas, mesmo após alta nos preços de venda.

Esperamos impacto negativo nas ações da companhia (MDIA3). Não há perspectiva de melhora para a rentabilidade das operações, em função da oscilação de preços dos insumos (trigo e óleo) no mercado internacional. Não é um bom momento para a companhia, apesar do forte portfólio de marcas e capilaridade. O mercado em que ela atua (biscoitos e massas) não tem grande valor agregado e sofrerá com a alta de preços dos insumos.

Por outro lado, a M. Dias Branco é uma companhia com excelente histórico e disciplina de alocação de recursos em suas operações. Vem trabalhando, atualmente, para aumentar a eficiência na produção e fortalecer a estratégia comercial.

As iniciativas possuem baixa necessidade de investimento em capital, quando comparadas à dimensão de suas finanças. O efeito completo da reformulação operacional, porém, só deve atingir todo o seu potencial em um cenário de inversão na cotação do dólar e nos preços das commodities agrícolas. Esse cenário não deve ocorrer tão cedo, em função do aquecimento da demanda mundial por commodities e do cenários macroeconômico e político desfavoráveis no Brasil.

CCR: Andrade Gutierrez planeja vender sua participação

Na sexta-feira (7), a Companhia de Concessões Rodoviárias CCR, grupo com atuação no segmento de rodovias e aeroportos, anunciou que a Andrade Gutierrez planeja vender sua participação de 14,86% na companhia. A gestora IG4 Capital fez uma oferta de R$ 4,6 bilhões pela fatia acionária.

Segundo o acordo de acionistas, os outros dois controladores da CCR - Camargo Corrêa e Soares Penido - têm 30 dias para definir se desejam exercer o direito de preferência na aquisição da participação da Andrade Gutierrez.

Caso a venda seja concluída, a CCR passará a contar com uma conceituada empresa de private equity em seu bloco de controle, o que poderá refletir positivamente nas operações da companhia, dado a expertise e bagagem diferenciada trazida pelo grupo. Esperamos impacto positivo nos preços das ações da companhia (CCRO3), para o curto prazo.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.