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Empresa de shopping tenta novo lance para comprar concorrente; veja análise

Povozniuk/iStock
Imagem: Povozniuk/iStock
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Felipe Bevilacqua

26/01/2022 09h22

Hoje comentaremos o mais novo capítulo do imbróglio entre Aliansce Sonae e brMalls e falaremos sobre o acordo da Embraer para a venda de aeronaves para uma empresa norte-americana.

Confira a seguir o comentário de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre essas movimentações. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

Aliansce Sonae segue em busca de fusão com brMalls

A brMalls (BRML3) anunciou que o CPPIB (Canada Pension Plan Investment Board), fundo canadense e maior acionista da Aliansce Sonae (ALSO3), comprou ações da companhia equivalentes a 5,76% do seu capital social.

Com este movimento, o fundo teria o direito de levar à assembleia assuntos relacionados a fusões e aquisições, já que possui uma posição superior a 5% na brMalls. Desta forma, a operação traz a sinalização de que a operadora pode ser pressionada a submeter a proposta a avaliação em assembleia. No entanto, mesmo com o tema sendo levado para votação, não há garantias de que seria aprovado, com parte relevante dos acionistas minoritários rejeitando a proposta feita pela Aliansce.

Neste cenário, de um lado temos a Aliansce reiterando o interesse de combinação de negócios, sugerindo que ainda é crível que a companhia venha a realizar um ajuste em sua oferta original, tornando a fusão entre as operadoras de shoppings um arranjo benéfico para ambos os lados.

Por outro lado, o movimento por parte do CPPIB sugere que a Aliansce ainda cogita realizar uma oferta hostil, com a operadora tentando reter um lance muito mais alto. A despeito dos rumores levantados, a Aliansce tem reforçado em seu discurso que deseja um acordo colaborativo e construtivo, porém deixando no ar uma sugestão de movimentação mais agressiva caso o primeiro cenário não se concretize.

Embraer fecha acordo para venda de aviões para empresa americana

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer (EMBR3) anunciou um acordo para a venda de 20 aeronaves da família E2 para a Azorra, empresa de leasing de aeronaves localizada na Flórida, nos Estados Unidos, com foco em aeronaves executivas, regionais e comerciais. A venda é avaliada em US$ 3,9 bilhões.

Segundo a empresa brasileira, além dos 20 aviões adquiridos, a americana ainda possui direito de compra de outras 30 aeronaves da mesma família. Ainda de acordo com o comunicado, a expectativa é de que as entregas começarão a ser realizadas no início de 2023. Vemos a operação como positiva para a Embraer, uma vez que aumenta sua carteira de pedidos atual e mostra uma certa recuperação no mercado de aviação.

Ademais, outra notícia que pode impactar a Embraer é o investimento de US$ 450 milhões da Boeing na Wisk Aero, forte candidata na disputa pela mobilidade aérea urbana, através da criação de veículos aéreos autônomos.

Acreditamos que a Embraer está muito bem posicionada, através da Eve, no cenário de mobilidade aérea urbana. Em dezembro, a companhia informou que sua empresa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) será combinada com uma SPAC (empresa de aquisição de propósito específico) americana, tendo ações negociadas na bolsa de Nova York.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.