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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Após queda de 48% no lucro, Raízen tem projeções positivas para nova safra

Foto: Shutterstock
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Rafael Bevilacqua

17/05/2022 10h17

A Raízen (RAIZ4), empresa que atua na produção de açúcar e etanol, na distribuição de combustíveis e na geração de energia, divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre do ano-safra 2021/22 na noite de sexta-feira (13). A companhia foi afetada por problemas climáticos e um aumento dos custos de produção, mas as projeções para a próxima safra são positivas.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

Impulsionados pelos maiores preços de açúcar e etanol, os números consolidados da safra foram recordes. Entretanto, o lucro líquido apresentou forte recuo no quarto trimestre, diante dos problemas climáticos que impactaram a colheita de cana de açúcar no período.

O quarto trimestre do ano-safra (janeiro a março) é o período conhecido como entressafra, no qual praticamente não ocorre a moagem de cana. Dessa forma, iremos focar a análise no consolidado da safra no que diz respeito à produção. Além do mais, os números da safra 20/21 consideram o resultado da Raízen mais Biosev, para uma melhor comparação.

Por conta dos severos problemas climáticos que impactaram os canaviais na região centro-sul do país (estiagem, geadas e incêndios), a moagem de cana da Raízen no ano foi de 76,1 milhões de toneladas, queda de 13,5% em comparação com a safra 2020/2021.

A produtividade foi de 72,1 toneladas de cana por hectare (TCH) no ano-safra 2021/2022, contra 79,9 na safra anterior.
Além de ser afetada pela menor moagem de cana, a empresa vendeu menos açúcar nesta safra por conta de mix (priorizando a produção de etanol) e postergação das vendas, visando melhores preços futuros (já travados).

Apesar do recuo da produtividade, a receita operacional líquida da companhia somou R$ 53,4 bilhões no trimestre, número 50,1% superior ao observado no mesmo intervalo do ano-safra anterior. No acumulado no ano, a receita totalizou R$ 196,3 bilhões, crescimento de 57,1% em relação ao ano anterior, tendo sido impulsionada pela alta dos preços do etanol e do açúcar.

A empresa encerrou o ano com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorde, de R$ 10,7 bilhões. No quarto trimestre, entretanto, o Ebitda apresentou recuo de 30,2% na comparação anual, somando R$ 1,7 bilhão.

O lucro líquido da Raízen totalizou R$ 209,7 milhões no quarto trimestre, queda de 48,3% em comparação com o auferido no mesmo período do ano anterior.

Com os números da safra 21/22, a companhia já direciona seu foco para a safra 22/23, iniciada em abril.

Ainda na sexta-feira, a Raízen divulgou seu guidance para esta safra, prevendo uma melhora no Ebitda de todos seus segmentos, além de uma aceleração nos investimentos.

Segundo as estimativas, haverá uma recuperação de 5% na moagem de cana, além de preços elevados que devem mais que compensar a pressão nos custos. O Ebitda ajustado no guidance varia entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões.

Na segunda-feira (16), as ações da Raízen fecharam em alta de 6%, cotadas a R$ 5,48.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.