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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Redução da gasolina ajuda a aliviar a inflação sem comprometer a Petrobras

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Imagem: iStock
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Rafael Bevilacqua

20/07/2022 09h24

A Petrobras (PETR4) anunciou a primeira redução no preço da gasolina vendida às distribuidoras em 2022, de R$ 4,06 para R$ 3,86 o litro, o que corresponde a uma diminuição de 4,9%.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

Após meses de alta vertiginosa, o preço do barril de petróleo tipo Brent parece ter se estabilizado perto de US$ 100, trazendo um pouco de alívio aos mercados globais. No auge da crise geopolítica que culminou na invasão da Ucrânia pela Rússia, o Brent chegou a ser cotado perto de US$ 140 o barril, encarecendo os combustíveis em todo o planeta.

No Brasil, a diretoria da Petrobras manteve seu compromisso com a política de paridade internacional de preços, e ordenou uma série de reajustes nos preços dos combustíveis vendidos para as distribuidoras, acompanhando a valorização da commodity no exterior.

Esse movimento gerou insatisfação em diversos setores da sociedade civil, especialmente entre os caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativo, criando uma pressão sobre o governo federal para intervir na política de preços da estatal.

Teve início nesse momento uma queda de braço entre a diretoria da Petrobras e o governo, mas nem mesmo a pressão da classe política e as demissões de Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho do cargo de presidente da estatal foram suficientes para evitar os reajustes nos preços.

Contudo, essa briga serviu para retardar a alta dos preços, provocando uma defasagem entre o valor pelo qual os combustíveis eram comercializados em território nacional e o valor de venda no exterior.

Nas últimas semanas, a desaceleração da atividade econômica na China e o risco de uma recessão global têm contribuído para uma forte desvalorização do petróleo, o que reduziu a defasagem dos preços praticados pela Petrobras e abriu caminho para uma redução do preço da gasolina às vésperas da eleição.

A medida é positiva no sentido de contribuir para a desaceleração da inflação no Brasil, e não compromete os resultados da Petrobras no curto prazo, uma vez que o recuo do preço do petróleo afasta o risco de desabastecimento do mercado doméstico.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de 2,03% na terça-feira, cotadas a R$ 29,18.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.