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6 investimentos de milionários que você também pode fazer

Exclusivo para assinantes UOL

Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/06/2021 04h00

A democratização de investimentos antes restritos aos chamados investidores qualificados, com patrimônio aplicado superior a R$ 1 milhão, tem permitido aos pequenos investidores ampliarem suas possibilidades de lucro.

Novas regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) dos últimos anos têm garantido ao investidor comum o acesso a investimentos antes restritos aos milionários. UOL Economia+ conversou com especialistas para saber quais são os investimentos que os milionários ainda investem, mas que agora você também pode investir. Veja abaixo que ativos são esses:

1. LCIs e LCs

Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Câmbio (LCs) têm investimento mínimo de R$ 50 mil em alguns casos, porém, já podem ser acessadas por cotas de R$ 1.000.

Gisele Borba, chefe de operações da Amur Capital, explica que as letras são investimentos que podem proteger o dinheiro da inflação por um prazo mais longo, além de oferecer ganhos maiores que o CDI. "E no caso da LCI, o rendimento é líquido, não está sujeito à cobrança do Imposto de Renda", afirma.

LCIs são títulos de crédito. Ao comprá-los é como se você estivesse emprestando dinheiro ao setor imobiliário. Já as Letras de Câmbio são títulos muito parecidos aos tradicionais CDBs de bancos, mas cujos retornos normalmente são maiores.

2. BDRs

Os certificados de ações estrangeiras, os chamados BDRs, ficaram restritos a investidores qualificados até o final de 2020. Hoje, são muito procurados entre os pequenos investidores como oportunidade de "diluir um pouco o risco Brasil, e é uma alternativa para se expor ao mercado internacional sem precisar dolarizar o patrimônio", afirma Gisele Borba.

Renato Breia, sócio-fundador da Nord Research, diz que as regras sobre BDRs estavam ultrapassadas e que a atualização não significa aumento de risco no mercado. "Comprar derivativos ou opções na Bolsa é muito mais arriscado do que adquirir recibos das maiores empresas do mundo", afirma.

3. Fundos no exterior

Para Breia, todo investidor deveria incluir na carteira algo em torno de 10% a 30% de ativos estrangeiros. "É assim que o resto do mundo aloca capital. Os portfólios são muito mais diversificados geograficamente", afirma.

Outra opção para fazer isso, além dos BDRs, sem se expor demais aos riscos são os fundos de investimentos no exterior.

Gisele Borba, da Amur, afirma que essa modalidade antes ficava reservada apenas para os investidores qualificados por conta do risco. "Mas isso também foi derrubado e os fundos de investimentos no exterior passaram a ficar disponíveis para todos os investidores, independentemente dos valores investidos."

4. Private equity e venture capital

Os fundos de private equity e venture capital eram algumas das modalidades mais fechadas do mercado financeiro, mas já estão disponíveis no varejo.

Peterson Silva, sócio da Ébano Investimentos, explica que esses fundos adquirem participações em empresas de capital fechado (não listadas em bolsa). "Eles têm horizontes mais longos como estratégia, maior risco e maior potencial de retorno que os fundos de ações tradicionais, que já investem em empresas mais consolidadas", afirma.

5. Fundos de investimentos alternativos

A flexibilização dos private equity e venture capital abriu a possibilidade para investimentos em mercados alternativos, como de produção de urânio e cannabbis, e comercialização de criptoativos e créditos de carbono, por exemplo.

Breia diz que há grande expectativa de crescimento desses fundos no Brasil, mas alerta para a complexidade do segmento. "O que eu recomendo é que não haja uma alocação muito grande, algo que não passe de 4% da carteira", afirma.

6. Fundos de previdência privada

Até 2015, apenas investidores qualificados estavam autorizados a investir em fundos de previdência que tivessem mais da metade do seu patrimônio alocado em ativos como ações.

"A legislação foi alterada e fundos oferecidos no varejo podem investir até 70% dos recursos em renda variável", afirma Breia. Isso permitiu que pequenos investidores tomem mais riscos nos investimentos voltados para a formação da aposentadoria.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.