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Vale a pena investir nas ações das carteiras recomendadas de corretoras?

Exclusivo para assinantes UOL

Vinicius Pereira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/06/2021 04h00

Quem começa a se interessar por investimentos logo se depara com algumas carteiras recomendadas. Produzidas por corretoras, bancos e casas de análises independentes, esses documentos mostram uma seleção de ações que os investidores podem seguir.

Essas carteiras recomendadas, normalmente, são focadas no investidor mais iniciante na Bolsa. "Não é todo mundo que tem tempo para olhar as empresas no detalhe, assim, essas carteiras dão uma oportunidade de investir nas nossas empresas preferidas", afirma Jennie Li, estrategista da XP.

O UOL Economia+ conversou com especialistas para entender para quem são as carteiras recomendadas, e os cuidados que os investidores iniciantes devem ter diante das recomendações. Leia abaixo.

Carteiras facilitam, mas é preciso entender perfil

De forma geral, elas têm características distintas, a depender da finalidade das indicações dos papéis. Por exemplo, se a carteira for focada em empresas boas pagadoras de dividendos, ela deverá sugerir a compra de ações ligadas a setores que possuem tal característica, como o de energia elétrica ou saneamento, por exemplo.

Por isso, quem deseja acompanhar essas carteiras recomendadas deve se atentar se as sugestões dessas ações correspondem ao próprio perfil de risco.

Segundo Virginia Prestes, professora de finanças da FAAP, o investidor precisa entender que as carteiras recomendadas são para um público geral.

Ele precisa se atentar se aquele tipo de carteira faz sentido para ele. Ele pode ter mais ou menos aptidão para volatilidade do que a carteira, por exemplo, por isso é importante ter alguém para acompanhá-lo.
Virginia Prestes

A especialista afirma ainda que vê com bons olhos o investidor iniciante consumir esse tipo de orientação antes de investir na Bolsa.

Acho válido o investidor acompanhar, já que são analistas que fazem as carteiras, e têm embasamento sobre a escolha. Além disso, é bom o investidor acompanhar recomendações do mercado como um todo, pois isso dará fluxo para os papéis.
Virginia Prestes

Carteiras ajudam a reduzir riscos

Além disso, como uma carteira recomendada possui, em média, mais de uma dezena de papéis indicados, o investidor também deve optar por comprar todas as ações, já que as empresas que oferecem esse serviço fazem um trabalho de redução de risco mesclando

Se é para seguir o conceito de carteira, o ideal seria seguir todos os ativos. Às vezes, a pessoa não consegue comprar todas as ações, por isso fazemos uma lista de prioridades, por meio de ranking, comprando cinco ações prioritários, por exemplo, em uma cesta de quinze.
Paloma Brum, analista da Toro Investimentos

Segundo a analista, o investidor também não deve se assustar caso o resultado da carteira que ele comprou for diferente do resultado da carteira indicada pelas corretoras.

"A performance da carteira da corretora pode ser muito diferente da comprada pelo investidor, pois ele, normalmente, compra por outros preços, em outras datas, etc", afirma.

Como as carteiras são feitas?

Na XP, por exemplo, que possui sete tipos de carteiras de ações, o time de analistas se reúne mensalmente para discutir quais empresas devem ter suas ações indicadas em cada carteira, levando em consideração o momento da economia e quais setores e companhias devem se beneficiar disso.

"Reunimos todos os analistas que cobrem as empresas e conversamos entre a gente para ver no nível mais macro o que está ocorrendo, quais setores podem se beneficiar da economia", diz Jennie Li, da XP.

"Aí conversamos com os analistas também no nível micro, ou seja, como as empresas que eles cobrem estão indo. Então a decisão é baseada em uma conversa e em uma convicção dos nossos analistas setoriais, com pessoas que olham no detalhe o que ocorre com cada empresa", afirma.

Já na Toro Investimentos, o processo é semelhante.

"Temos uma cobertura de ativos que costumamos acompanhar e fazemos estudos, avaliamos o valor da empresa, fazemos uma análise da economia e sua tendência, aí vemos quais setores poderão se favorecer, quais empresas estão baratas em relação aos pares", afirma Paloma Brum.

Leitores do UOL Economia+ têm acesso a carteiras

Os assinantes do UOL Economia+ têm acesso a cinco carteiras recomendadas de investimentos, com estratégias voltadas ao perfil de cada tipo de investidor. Também é possível saber como as carteiras foram montadas, o que dá mais transparência.

As carteiras são elaboradas pelo economista Felipe Bevilacqua, sócio-fundador da casa de análises Levante Ideias de Investimentos, analista certificado e parceiro do UOL Economia+.

Toda semana, o analista faz um relatório de acompanhamento da carteira, propondo mudanças, quando necessárias, e atualizando os leitores sobre as empresas indicadas.

Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão aqui:

- Carteira quem não aceita risco algum;

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco;

- Carteira para quem é mais moderado;

- Carteira para quem aceita mais risco;

- Carteira para quem aceita alto risco.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.