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Petrobras sobe 7% em agosto; confira o desempenho das ações mais indicadas

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Márcio Anaya

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/09/2021 04h00

Assim como ocorreu em junho, as ações preferenciais (PNs) da Petrobras tiveram em agosto o melhor desempenho entre as principais recomendações feitas por especialistas. Os papéis acumularam ganho de 7%, frente a uma perda de 2,5% do principal índice da B3 (Ibovespa).

A petrolífera figurou em cinco das oito carteiras indicadas por bancos e corretoras no mês passado, segundo acompanhamento do UOL. Confira abaixo as variações acumuladas em agosto das três ações mais recomendadas para o período*, calculadas pela plataforma de informações financeiras Economatica.

  1. Petrobras PN (7%): estatal reverte prejuízo e lucra R$ 42,8 bilhões no segundo trimestre.
  2. Itaú Unibanco (2,5%): banco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no segundo trimestre, com alta de 55,6% no comparativo anual.
  3. Vale (-9,3%): minério de ferro é negociado a US$ 156 a tonelada no fim de agosto, com queda de 14% em relação a julho.

*Levantamento feito com base nas carteiras recomendadas pelas seguintes instituições: Ágora Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Genial Investimentos, Guide Investimentos, Mirae Asset Corretora, MyCap Investimentos e Terra Investimentos.

Petrobras tem forte lucro e avança em venda de ativos

O comportamento das ações PN da Petrobras —um dos papéis de maior peso no Ibovespa— dá a dimensão da volatilidade vista na Bolsa brasileira nos últimos meses. Em junho, os ativos subiram quase 10%, depois recuaram 8,6% no mês seguinte e, em agosto, voltaram a se valorizar —encerrando o mês com ganho de 7%.

Com isso, a petrolífera alcançou o melhor desempenho entre as principais recomendações de agosto compiladas pelo UOL. Os papéis tiveram cinco indicações no período, perdendo apenas para a Vale, com seis. No total, foram consideradas as divulgações feitas por oito corretoras.

No último mês, a Petrobras apresentou nada menos que 23 comunicados ao mercado, segundo histórico do site de relações com investidores da empresa. O principal anúncio veio logo no início de agosto, com um lucro líquido de R$ 42,8 bilhões relativo ao segundo trimestre, resultado que reverteu o prejuízo visto um ano antes e superou a expectativa de analistas.

Outras divulgações importantes estiveram relacionadas a desinvestimentos, sobretudo nas últimas semanas. Uma delas foi a de que a companhia segue interessada em vender a totalidade de sua fatia na Braskem e ainda monitora o processo de alienação da participação detida pela Novonor.

A estatal também recebeu sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a alienação do campo de Papa-Terra para a 3R Petroleum, um negócio de US$ 105,6 milhões.

Com a mesma 3R Petroleum, a Petrobras pode fechar a venda do Polo Potiguar, que contempla um conjunto de 26 concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas, por um valor superior a US$ 1 bilhão.

Outra transação anunciada no fim de agosto foi a alienação da participação acionária de 93,7% na Breitener Energética, por R$ 304 milhões, para uma subsidiária integral da Ceiba Energy LP.

O mês marcou ainda a recondução de sete membros do conselho de administração da estatal, votação na qual Marcelo Gasparino foi eleito representante dos acionistas minoritários no colegiado.

Com lucro robusto, Itaú Unibanco eleva previsão de crédito

Um dos destaques de agosto, com quatro recomendações de investimento, as ações PN do Itaú Unibanco acumularam ganho de 2,5% no período.

No início do mês passado, a instituição divulgou um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões relativo ao segundo trimestre, com alta de 55,6% frente ao igual período de 2020.

No mesmo dia do anúncio, o banco comunicou também uma elevação na estimativa de crescimento da sua carteira de crédito consolidada neste ano, de até 9,5% para até 11,5%.

Ações da Vale sofrem com minério em queda e têm perdas

As oscilações de preço do minério de ferro no mercado internacional, que bateu sucessivos recordes de baixa ao longo de agosto, estiveram no centro das atenções dos investidores em Vale.

O recuo nas cotações, que se mantém neste início de mês, está relacionado a uma expectativa de queda na demanda por parte da China —principal destino do produto mais comercializado pela mineradora brasileira.

Em meados do mês passado, surgiu também a notícia de que a Vale e sua sócia BHP Bilinton podem ter que arcar com todas as dívidas da controlada Samarco, que alcançam cerca de R$ 50 bilhões. Isso ocorreria a partir de um pedido do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) para que seja desconsiderada a personalidade jurídica da Samarco no processo de recuperação judicial da empresa.

Nesse cenário conturbado, as ações da Vale registraram baixa de 9,3% em agosto, o pior desempenho entre os papéis mais indicados por especialistas para o período —com seis apontamentos entre oito casas de análise pesquisadas.

Os códigos e preços das ações citadas nesta reportagem podem ser conferidos na página de cotações do UOL Economia.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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