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Dá para perder dinheiro no CDB? Especialistas explicam

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Raphael Coraccini

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/09/2021 04h00

O CDB é um dos investimentos da renda fixa mais populares entre investidores brasileiros e um dos mais buscados pelos brasileiros por sua segurança e rentabilidade que, geralmente, fica acima da poupança. Mas, embora seja um investimento bastante conservador, tem seus riscos. E os especialistas ouvidos durante o Guia do Investidor UOL contam quais são.

Betina Roxo, especialista da XP e estrategista-chefe da Rico Investimentos, e Flávio Conde, coordenador de análise da Levante, explicam como o CDB funciona, suas potencialidades e alguns riscos que incidem sobre essa modalidade de investimento. Veja abaixo tudo o que você precisa saber sobre o CDB antes de investir.

CDB ganha da poupança

Segundo Betina Roxo, o CDB tem como uma de suas vantagens a possibilidade de oferecer rendimentos maiores que a poupança com uma segurança muito parecida.

"É uma ótima alternativa de diversificação da carteira para diferentes perfis", afirma Betina, que participou do Guia do Investidor UOL.

Outra vantagem que Betina destaca no CDB é a flexibilidade. Tem vários tipos de liquidez, e até a possibilidade de liquidez diária. Isso quer dizer que é possível retirar o dinheiro a qualquer dia sem grandes perdas.

"Um CDB de liquidez diária, que você pode resgatar no mesmo dia, que renda 100% do CDI, é uma ótima opção para uma reserva de emergência", afirma.

Flávio Conde, da Levante, ressalta que o CDB sofre incidência de Imposto de Renda, o que abate um pouco da sua rentabilidade. Por isso, é preciso verificar se vale a rentabilidade do CDB que você quer investir lhe garante retornos excluindo a cobrança do Imposto de Renda.

CDBs de bancos pequenos têm mais riscos

A especialista ressalta que as aplicações do CDB, que nada mais são que empréstimos de investidores a instituições financeiras, são asseguradas pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, e por instituição financeira. Isso dá aos investidores uma segurança para o caso de a instituição bancária para a qual se emprestou o dinheiro falir.

"Isso não significa que você não tem que fazer uma análise do banco para o qual você empresta. Fazer um estudo dessa instituição muda muito o risco do investimento", afirma Betina.

O risco, afirmam os especialistas, está em instituições financeiras pequenas. Quanto maior a rentabilidade que elas oferecem pelo CDB maior é o risco, porque essa disposição de pagar mais aos investidores significa que aquela instituição precisa do dinheiro.

"No caso do CDB, se o banco quebrar você não recebe no dia seguinte, existe um processo [do FGC]", afirma Flácio Conde.

Ele explica que pode acontecer de o investidor não conseguir retirar todo o dinheiro que teria direito caso tenha investido algo próximo de R$ 250 mil e a rentabilidade exceda esse patamar.

"Se você investir exatamente R$ 250 mil e o banco quebrar dali dois anos você vai perder os juros do período porque o FGC não garante mais do que R$ 250 mil. Então, se você for buscar um CDB, não esqueça de olhar o risco", afirma.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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