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Inflação e juros: tem um jeito de saber se eles vão subir mais; conheça

Conteúdo exclusivo para assinantes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/10/2021 04h00

Você pensa em investir, mas está com medo da inflação e dos juros? No Papo com Especialista desta quinta-feira (30), programa semanal e ao vivo do UOL, o economista César Esperandio mostrou um jeito de saber se a inflação e a taxa de juros vão subir mais, analisando dados de projeção de indicadores e expectativas de mercado.

"A gente consegue ter acesso a essas informações que são preciosíssimas. E é óbvio que isso impacta nos seus investimentos", declarou. Veja abaixo como acessar essas informações e assista ao programa completo, que é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e transmitido toda quinta-feira, às 15h.

Antes de se planejar, vale olhar os indicadores

Esperandio disse que, na hora de você fazer seu planejamento financeiro, deve levar em conta as expectativas de mercado, como alta dos preços, reajuste de aluguel e da mensalidade escolar, custo de um financiamento e aumento de seu salário, entre outros.

"Você deve fazer esse tipo de planejamento, para, a partir dessas expectativas, tomar decisões: se vai gastar ou poupar mais, se vai fazer aquela viagem, se é hora de economizar um pouquinho mais para provisionar uma grana para o futuro", afirmou o economista, que é também do canal Econoweek.

As empresas também fazem esse tipo de análise. "E o mercado financeiro, de uma forma geral, também define os seus preços", disse.

Mas onde estão essas informações? Onde consultar?

No site do Banco Central, é disponibilizado o Boletim Focus, com projeções do mercado.

Funciona assim: cerca de 140 instituições financeiras (bancos, gestoras de patrimônio e consultorias) cadastradas no Banco Central fazem suas projeções dos principais indicadores, como inflação (IPCA), taxa de jurps (Selic), câmbio do dólar, PIB (Produto Interno Bruto), etc., para este ano e os seguintes.

O Banco Central analisa também essas projeções e a situação econômica atual para tomar decisões de política monetária, como a taxa Selic.

O Boletim Focus está disponível para qualquer pessoa. Ele é divulgado toda segunda-feira, por volta das 8h, e você pode recebê-lo por e-mail —basta fazer o cadastro gratuito no Banco Central aqui.

Indicadores interferem no seu dia a dia

Esses indicadores sinalizam como está a economia do país e para onde ela deve ir. Esperandio dá o exemplo da inflação: no Boletim Focus, o IPCA está com projeção de fechar o ano em 8,45%.

"Mas o Boletim Focus mostra que há 25 semanas a inflação está sendo revisada para cima. O PIB, por exemplo, está sendo revisado para baixo, há quatro semanas consecutivas. Com isso, você pode perceber para onde a economia vai, como ficará a inflação, o preço do dólar e assim por diante. Isso te ajuda no dia a dia, como decidir ou não fazer uma viagem", explicou.

As projeções citadas aqui são referentes ao dia 30 de setembro.

Como interfere nos seus investimentos

O economista explicou que vale olhar essas projeções antes de investir. Na plataforma do Tesouro Direto, ele mostra que duas modalidades de título (Tesouro Selic e Tesouro IPCA) têm rentabilidade atrelada a dois indicadores: taxa Selic e inflação, respectivamente. Já o Tesouro Prefixado tem uma rentabilidade combinada.

Vale fazer uma análise entre esses títulos para checar qual é mais vantajoso, levando em conta a projeção dos indicadores.

Veja o exemplo da comparação (ele desconsiderou a data exata do vencimento):

  • Tesouro Prefixado 2026: paga 10,52% ao ano
  • Tesouro IPCA 2026: paga o IPCA mais 4,66% ao ano

"É aqui que vale olhar as projeções. Por exemplo: vamos levar em conta a projeção do IPCA para 2022, que é hoje de 4,12%. Assim, no Tesouro IPCA 2026, essa rentabilidade em 2022 seria de 8,78% ao ano, abaixo da rentabilidade do Prefixado 2026 [10,52% ao ano]. Mas se a inflação for de 10% ao ano, o Tesouro IPCA 2026 passa a ser mais vantajoso, com retorno de 14,66% ao ano", explicou.

Para Esperandio, apesar das projeções, não tem como cravar como vai estar a inflação e os juros, por exemplo, daqui a um, dois ou três anos. Por isso, a recomendação é sempre diversificar os seus investimentos.

"A gente não tem certeza do que vai acontecer no futuro. Por conta disso, a minha estratégia é diversificar nos dois tipos de investimento", afirmou.

Vale ressaltar que as condições de investimentos citadas aqui são referentes ao dia 30 de setembro. As taxas podem variar de um dia para o outro.

Papo com Especialista é toda quinta-feira

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, das 15h às 16h, na página inicial do UOL, no UOL Economia e na página de Investimentos, e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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