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Como aplicar em investimentos estrangeiros sem sair do Brasil?

Conteúdo exclusivo para assinantes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/10/2021 04h00

Se você pretende diversificar a sua carteira de investimentos com ações estrangeiras, saiba que nem precisa sair do Brasil para fazer isso. No Papo com Especialista, programa semanal e ao vivo do UOL, a economista Yolanda Fordelone mostra três tipos de investimentos em empresas estrangeiras.

"O mercado financeiro cresceu muito nos últimos anos, e há muitas oportunidades para você que quer ir além da renda fixa e das empresas brasileiras listadas na B3. Existem três maneiras de você investir em empresas do exterior", afirmou. Veja abaixo quais são essas maneiras e assista ao programa completo, que é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e transmitido toda quinta-feira, às 15h.

Diversificar carteira e equilibrar riscos

Para a economista, investir em ações estrangeiras é uma oportunidade para você diversificar a carteira e também equilibrar um pouco de risco.

"Ao investir apenas em empresas brasileiras, você assume só o risco do país. Quando você investe em empresas que atuam na Europa, nos EUA ou em outros países, você diversifica regionalmente a sua carteira e os riscos", disse ela, que é também do canal Econoweek.

Yolanda listou três maneiras de investir em empresas estrangeiras, sem sair do Brasil.

1. BDRs (Brazilian Depositary Receipts)

BDRs são recibos que espelham ações de empresas estrangeiras listadas em bolsas estrangeiras. Na prática, é como se você investisse em ações de empresas fora do país, mas a partir da Bolsa brasileira.

Desde o fim do ano passado, esse investimento ficou mais acessível ao pequeno investidor. Antes, só podiam investir em BDRs investidores qualificados —aqueles com investimentos a partir de R$ 1 milhão.

Há dois tipos de BDRs:

  • Patrocinados: uma empresa com interesse no mercado brasileiro faz uma oferta de ações na Bolsa brasileira. Hoje, existem cerca de 800 BDRs na B3; apenas seis são patrocinados.
  • Não patrocinados (maioria dos BDRs): uma instituição financeira (chamada de "depositante") é a intermediária do negócio. Ela compra a ação da empresa estrangeira na Bolsa daquele país e, para negociar na Bolsa brasileira, lança o BDR não patrocinado, com lastro estrangeiro. "É como se você tivesse um recibo que representa essa ação que está guardada lá fora", afirmou a economista. Nessa lista estão empresas como AirBnb, Amazon, Facebook, Microsoft, Tesla, entre outras.

No site da B3, você encontra a lista dos BDRs não patrocinados e patrocinados.

Segundo Yolanda, nem todas as empresas estrangeiras distribuem dividendos a seus acionistas, porque não existe uma regra única para todos os países.

"É preciso entender caso a caso. Ao investir em BDR, você deve mirar na estratégia de crescimento, olhando para empresas nas quais você acredita que a ação vai valorizar", declarou.

2) ETFs (Exchange Traded Funds)

São fundos de investimentos negociados na Bolsa que acompanham algum índice ou conjunto de empresas.

"Nesse fundo, uma gestora reúne os recursos de diversos investidores para comprar ativos, conjuntamente. A grande vantagem é que com a compra de apenas uma cota, negociada na Bolsa, a pessoa tem acesso a várias ações estrangeiras", disse a economista.

Segundo Yolanda, um ETF lançado esta semana é o WRLD11, que replica um fundo internacional com cerca de 9.000 empresas estrangeiras de mais de 50 países.

Para a economista, uma grande vantagem é que o investidor pode focar em ETF de segmentos específicos —apenas de empresas chinesas, ou empresas de biotecnologias, ou de criptomoedas, entre outros.

3) Fundos de investimentos no exterior

São fundos de investimentos tradicionais de corretoras e de instituições financeiras que mantêm, entre outros tipos de investimento, ativos de empresas no exterior.

A diferença para os ETFs é que tais fundos não são negociados na Bolsa. Para acessá-los, a pessoa investe diretamente no banco ou corretora. As taxas de administração também costumam ser maiores.

Nesses fundos, em geral, pelo menos 40% da carteira está em ativos internacionais.

Yolanda indicou a plataforma Mais Retorno para você pode comparar esses fundos disponíveis. "Por meio da plataforma, é possível comparar o retorno do fundo com indicadores do mercado, como o Ibovespa e CDI", disse.

Papo com Especialista é toda quinta-feira

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, das 15h às 16h, na página inicial do UOL, no UOL Economia e na página de Investimentos, e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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