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Não há congelamento de preços, nem prejuízo à Petrobras, diz ministro

Cristiane Bonfanti

Do UOL, em Brasília

28/05/2018 11h19

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que, mesmo com o acordo com os caminhoneiros, não haverá congelamento de preços do diesel, e a Petrobras não terá prejuízos.

O governo anunciou uma redução de R$ 0,46 no preço do combustível, mas o ministro afirmou que os preços ficarão fixos por 60 dias, depois disso vão variar conforme os preços internacionais e o dólar. O desconto será sempre de R$ 0,46, mas o preço vai variar conforme o mercado.

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“A mensagem fundamental é que não há congelamento de preços para Petrobras. Ficarão fixos por 60 dias, depois serão alterados conforme preço do petróleo e dólar. Depois vai variar mensalmente", declarou.

Ele diz que a Petrobras continua com sua política de preços, apenas mudou a periodicidade dos reajustes, que eram diários e vão passar a ser mensais após esse congelamento de 60 dias.

“Não queremos criar nenhum tipo de disfunção nesse mercado”, afirmou. O ministro disse ainda que, para garantir a redução do preço, foi necessário atingir o setor exportador.

Na prática, se o preço do mercado internacional for inferior ao patamar estabelecido no Brasil para os próximos dois meses, o importador terá de pagar um imposto para compensar essa diferença.

“Hipoteticamente, suponha que o preço de referência na refinaria seja de R$ 2, e esse preço fique fixo por 60 dias. Se o preço do mercado internacional convertido para real cai para R$ 1,90, haverá um imposto de importação de R$ 0,10 [para corrigir a diferença para os R$ 2]”, afirmou.

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