PUBLICIDADE
IPCA
0,86 Out.2020
Topo

Descomplique

Você vive para você ou para pagar os boletos? Saia dessa corrida de ratos

Getty Images
Imagem: Getty Images
Júlia Mendonça

Júlia Mendonça é formada em comércio exterior pela Universidade Positivo. Atuou como planejadora financeira entre 2015 e 2018. Especialista em orientação e planejamento financeiro pessoal, é coach e consultora de finanças, pós-graduada em investimentos, finanças e banking. É influenciadora digital no nicho de finanças e investimentos em um dos maiores canais do assunto na área do Brasil.

27/10/2020 04h00

Você tem dois segundos, sem titubear, para me responder a esta pergunta: "Você vive para quê?" Foi difícil responder? Ficou em dúvida se isso é uma pegadinha? Pois não é, e é algo muito sério!

A maioria das pessoas responde que vive para curtir a vida, fazer o que gosta, curtir a família etc. Essa é a ideia de aproveitar a vida mesmo. Agora questiono: você realmente tem feito isso? Tem conseguido de verdade ter um tempo de lazer com a família, curtir os melhores momentos que a vida tem para proporcionar? Agora acredito que a resposta foi mais rápida e sincera: não!

Viver para os boletos

A realidade é que grande parte da população vive para as contas. As pessoas acordam todos os dias, praticamente de madrugada, mal-humoradas, seguem para um trabalho chato, do qual não gostam, e quando voltam para casa à noite é um desânimo só. Tudo gira em torno do trabalho e de pagar as contas. Se sobrar algum dinheiro, aí sim se pensa em algum lazer.

Se essa história soa familiar, então, sinto informar, mas você está na corrida de ratos. Sabe aqueles ratinhos que ficam correndo naquelas rodinhas de metal dentro da gaiola, sem parar, completamente alucinados para chegarem a lugar nenhum? É exatamente isso que você tem vivido. É um ciclo que não vai levá-lo a lugar algum.

Sempre precisa de mais

Você trabalha para pagar contas. Assim que recebe mais dinheiro, acaba gastando quase que imediatamente e logo já se vê precisando de mais dinheiro. As faturas dos cartões de crédito não param de chegar, as férias começam a se tornar um pesadelo, pois pesam muito no bolso, os objetos que você comprou para ostentar fazem um rombo no orçamento e as coisas só vão piorando.

É um ciclo sem fim, pois todo o dinheiro que você ganha é usado para sustentar a sua vida e nada é feito para o seu crescimento. O pior: seus filhos são criados para continuarem nesse sistema.

Manter o padrão

Somos estimulados a ficar nesse padrão e passá-lo para frente, sem nunca questionarmos se isso é o certo a se fazer. Apenas continuamos com esses comportamentos sem refletirmos sobre eles a vida inteira. O resultado é que a maioria das pessoas não consegue sair dessa vida, tem medo de criar algo diferente e fica nisso por anos. Somos estimulados a manter esse padrão que inibe a criação da riqueza.

No livro "Pai Rico, Pai Pobre", Robert T. Kiyosaki deixa bem claro isto: é impossível alcançar a liberdade financeira vivendo dessa forma. As pessoas que estão na corrida de ratos trabalham para os donos da empresa, para o governo quando pagam os impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos.

Corrida de ratos

Para sair da corrida de ratos, a solução do autor é usar seu dinheiro para gerar mais dinheiro, ou seja, construir um patrimônio com ativos que trabalhem por você. No caso do livro, ele recomenda investir em imóveis e ser sócio de empresas. O dinheiro gerado por esses ativos deverá ser reinvestido para aumentar seu patrimônio.

É assim que funcionam os juros compostos, essenciais para a construção da riqueza e ferramenta mais poderosa para você atingir sua tranquilidade financeira e fugir da corrida de ratos.

Resumindo tudo isso de uma forma bem clara: use seu dinheiro para gerar mais dinheiro. Não seja escravo de suas contas. É fundamental que uma parte da sua renda seja destinada à criação de mais riqueza e que os ativos que você compre consigam gerar mais dinheiro, sem necessidade de trabalhar em cima deles.

Descomplique: Compensa comprar um carro ou usar aplicativos como Uber?

UOL Notícias

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL