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Crise faz Eike Batista perder o controle de duas empresas só neste ano

Do UOL, em São Paulo

14/08/2013 20h18Atualizada em 14/08/2013 20h20

O megaempresário Eike Batista vendeu o controle da LLX (LLXL3), companhia de logística do grupo EBX nesta quarta-feira por R$ 1,3 bilhão. É a segunda empresa da qual Eike deixa o controle neste ano.

Em 28 de março, ele vendeu o controle da empresa de energia elétrica MPX (MPXE3) para a alemã E.ON. Mais tarde, em 4 de julho, renunciou formalmente ao controle da MPX.

A capacidade financeira do grupo EBX de concluir as obras do Porto do Açu, um dos principais projetos de Eike Batista, era uma das principais preocupações de especialistas, investidores e credores do grupo EBX. 

A operação de venda da LLX, entretanto, ainda está sujeita à celebração de contratos definitivos, aprovações regulatórias e societárias aplicáveis, "além da finalização de due diligence satisfatória pelo Grupo EIG", entre outras condições.
 
As ações que serão emitidas em decorrência do aumento do capital terão o preço de emissão fixado em R$ 1,20.
 
"Os recursos provenientes deste aumento de capital somados às linhas de crédito existentes deverão prover a companhia com os recursos necessários na execução do plano de investimento de capital da Companhia na Construção do Superporto do Açu, além de reforçar sua estrutura de capital", justificou a empresa de Eike Batista.
 
Mercado está desconfiado da capacidade das empresas de Eike
 
A desconfiança de investidores com as empresas "X" teve início após seguidas frustrações com a produção de petróleo da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso de Eike.
 
A empresa de petróleo de Eike decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos a(RJ)ntes consideradas promissoras.
 
Eike, que em 2012 estava na lista dos dez homens mais ricos do mundo, viu sua fortuna desabar nos últimos meses, depois que seus projetos ambiciosos não entregaram os resultados prometidos -a maioria na área de infraestrutura e energia.
 
Diante da derrocada do valor de mercado das controladas da EBX na Bovespa nos últimos meses, Eike contratou em março o banco de investimento BTG Pactual como assessor financeiro para encontrar alternativas para o grupo.

Ações em alta

A ação da LLX disparou 17,05% nesta quarta, a maior alta entre os papéis integrantes do Ibovespa.

A LLX vem de uma sequência de fortes altas: desde o dia 7 de agosto, quando fechou a R$ 0,88, o papel acumulou ganhos de 71,59%, em cinco sessões da Bolsa. Alguns operadores afirmam que os ganhos foram sustentados por rumores sobre a venda do porto do Açu, principal ativo da empresa.

Empresa compradora é dos EUA e especializada em energia e infraestrutura

A EIG é uma gestora americana de fundos de investimento, especializada nos setores de energia e recursos relacionados a infraestrutura. 

Segundo nota sobre a operação divulgada pela LLX, a EIG tem 31 anos de história. Atualmente tem, sob sua gestão, US$ 12,8 bilhões.

De acordo com a LLX, a EIG "já investiu mais de US$ 15 bilhões no setor através de mais de 280 projetos ou companhias em mais de 33 países em 6 continentes. Entre seus clientes, a EIG tem fundos de pensão, companhias seguradoras, fundações, fundos soberanos nos Estados Unidos, Ásia e Europa. A matriz do EIG fica localizada em Washington DC, com escritórios em Houston, Londres, Sidney, Hong Kong e Rio de Janeiro."

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