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Bolsa cai após 3 recordes, mas ganha 2% na semana; dólar sobe, a R$ 3,715

Do UOL, em São Paulo

11/01/2019 17h13Atualizada em 11/01/2019 18h44

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (11) em queda de 0,16%, a 93.658,31 pontos, após bater recordes de pontuação por três dias consecutivos. Apesar da baixa nesta sessão, o índice acumulou ganho de 1,98% na semana, na terceira alta semanal seguida. 

O dólar comercial fechou em alta de 0,15%, a R$ 3,715 na venda, no segundo avanço consecutivo. Com isso, a moeda termina a semana praticamente estável, com leve desvalorização de 0,01%. Na véspera, a Bolsa subiu 0,21%, a 93.805,93 pontos, seu maior nível na história, e o dólar avançou 0,58%, cotado a R$ 3,709.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Vale e Petrobras caem

A queda da Bolsa foi influenciada, principalmente, pelo resultado negativo das ações da mineradora Vale (-1,36%), da Petrobras (-1,07%), do Bradesco (-0,65%) e do Itaú Unibanco (-0,61%). Essas empresas têm grande peso sobre o índice.

Embraer e Banco do Brasil sobem

Por outro lado, as ações da Embraer subiram 2,57%, após o governo afirmar na véspera que não se oporá à compra da companhia pela norte-americana Boeing.

Os papéis do Banco do Brasil (+0,41%) também se valorizaram.

Juros nos EUA

O mercado foi afetado por declarações do presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell. Ele disse que não existe plano para a trajetória futura dos juros nos EUA. A afirmação causa incerteza sobre o aumento das taxas neste ano.

As decisões sobre juros nos EUA são importantes porque juros maiores podem atrair para lá recursos atualmente aplicados em outras economias, como a brasileira.

Ainda no cenário externo, havia expectativa de avanços nas negociações entre Estados Unidos e China para chegar a um acordo que encerre a guerra comercial entre os países, após mais uma rodada de conversas.

Autoridades norte-americanas esperam que o principal negociador chinês visite Washington neste mês, o que sinaliza a ocorrência de discussões entre membros do alto escalão dos governos. 

Reforma da Previdência

No Brasil, os investidores acompanhavam o noticiário sobre as negociações do governo para suas propostas de ajuste das contas públicas.

Nesta sexta-feira (11), o novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, foi o quarto militar a defender que a categoria fique fora da reforma da Previdência que deve ser enviada ao Congresso pelo governo de Jair Bolsonaro. Regras de aposentadoria mais benevolentes para os militares poderiam comprometer a economia de recursos com a reforma.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 5,36 bilhões do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

(Com Reuters)

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