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Ouro e dólar são os melhores investimentos pelo 2º mês; Bolsa é o pior

Getty Images
Imagem: Getty Images

João José Oliveira

do UOL, em São Paulo

28/02/2020 18h41

Resumo da notícia

  • Surto se alastra, reforça receio de impacto na economia global e amplia busca do investidor por ativos de segurança
  • Bolsa tem pior desempenho entre aplicações pelo segundo mês seguido no Brasil
  • Cenário para Bolsa segue instável em 2020, segundo profissionais de mercado

Ouro e dólar fecharam fevereiro no topo do ranking dos investimentos no Brasil pelo segundo mês seguido. A Bolsa ficou em último. Esses resultados consideram uma cesta de investimentos selecionados pela consultoria Economatica. Ficam fora outros investimentos, como fundos imobiliários, por exemplo. Assim como em janeiro, os investidores continuaram procurando tradicionais reservas de valor em meio às incertezas provocadas pelo coronavírus. O problema, que começou pela China, ganhou amplitude e chegou inclusive ao Brasil.

Organizações mundiais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) já admitem que a contenção do surto representa reduzir atividades econômicas, com reflexos não descartados no PIB global. Durante fevereiro, cresceu o receio entre os agentes de mercados que o coronavírus acabe afetando a economia chinesa e, por tabela, a atividade econômica global - impactando empregos, vendas e desempenhos das companhias.

Veja abaixo a variação de cada aplicação em fevereiro segundo levantamento da empresa de informações financeiras Economatica:

No caso do Brasil, o problema é reforçado por questões internas, como os novos atritos entre o governo Bolsonaro e o Congresso. Como disse a economista-chefe da gestora de recursos Azimut Brasil, Helena Veronese, mesmo que não fosse o coronavírus, essa semana já não seria boa para o real por causa dessa aparente piora das relações entre os poderes executivo e legislativo.

Além disso, integrantes da área econômica do governo não têm sinalizado desconforto com o dólar mais caro, o que só alimenta a procura pela moeda americana, que vem testando cotações recordes em termos nominais.

"Diante dessa imprevisibilidade, uma coisa é certa: não vai faltar volatilidade aos mercados", disse o analista da Rico Investimentos, Matheus Soares.

O ouro, historicamente usado como valor de reserva, tem sido destaque desde 2019. O dólar, por ser a moeda emitida pelo país mais rico do mundo também é considerado um porto seguro para brasileiros em busca de segurança em momentos de muita volatilidade no mercado.

Já a Bolsa, que subiu 32% em 2019, devolveu parte desses ganhos em janeiro e fevereiro e segue sendo afetada pela saída de investidores estrangeiros.

As aplicações em renda fixa que seguem o CDI e a caderneta de poupança seguem com rendimento baixo, por causa da taxa básica de juros, a Selic, que fechou 2019 em níveis historicamente baixos.

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