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IR 2018: É melhor usar a declaração completa ou a simplificada?


  • Rogério Doki

O preenchimento da declaração do Imposto de Renda 2018 pode ser feito de duas formas: pelo modelo completo ou pelo simplificado. A escolha entre um ou outro modelo depende basicamente do tamanho das despesas que você possui para abater do IR.

Geralmente, o modelo completo é a melhor opção para quem possui filhos como dependentes, paga escola particular, plano de saúde e ainda contribui com previdência privada.

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Quem quer obter uma restituição maior ou reduzir o imposto a pagar, deve preencher a declaração pelo modelo completo. "Todas as possibilidades de abatimento do imposto são levadas em conta no modelo completo", explica Richard Domingos, diretor da consultoria contábil Confirp.

"Mas é preciso guardar todos os recibos, notas fiscais e comprovantes das despesas e pagamentos por no mínimo cinco anos, caso a Receita venha a questionar algum valor", alerta Domingos.

Já quem tem poucas despesas dedutíveis deve escolher o modelo simplificado, mais fácil de preencher. Nesse modelo, a Receita Federal considera um desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo do imposto, limitado a R$ 16.754,34.

Na dúvida, faça a declaração pelo modelo completo. Preencha os campos referentes a todas as deduções possíveis, como despesas com educação, saúde, previdência privada e INSS de empregado doméstico. Não esqueça de acrescentar os dependentes e as respectivas despesas.

"No final do preenchimento, o programa do IR indicará qual a melhor opção para você", afirma Domingos. Se o modelo simplificado for melhor, o sistema irá desconsiderar as despesas lançadas, aplicará o desconto padrão de 20% e migrará automaticamente as demais informações da declaração do modelo completo para o simplificado.

Fontes de renda, carnê-leão e bens devem ser informados nos dois modelos

Independente do modelo escolhido, você deve informar na declaração todas as fontes de renda. Se seus dependentes recebem salário ou pensão, não esqueça de colocar essa informação.

Informe também todo o imposto recolhido no ano passado, seja pela retenção em fonte, seja por meio do recolhimento obrigatório mensal (carnê-leão). O valor já pago será descontado do cálculo final do IR a pagar.

Também é importante declarar todos os bens que você e seus dependentes possuem, como automóvel e casa, além das aplicações financeiras. Informe ainda o imposto pago pelo carnê-leão, caso você seja autônomo ou receba aluguel.

Quais as principais diferenças de cada modelo:

SIMPLIFICADO: É a melhor opção para quem tem poucas despesas para deduzir. Utiliza um desconto padrão de 20% sobre todos os rendimentos tributáveis recebidos ao longo de 2017, limitado a R$ 16.754,34. Pode ser usado por qualquer contribuinte, independente do tamanho da renda total ou do número de fontes pagadoras.

COMPLETO: É indicado para quem possui dependentes e tem muitas despesas para deduzir, como gastos com saúde e educação. É preciso informar detalhadamente todos os gastos, além de guardar os comprovantes por, no mínimo, cinco anos. Se a soma total das deduções não exceder R$ 16.754,34, o programa do IR fará a migração automática das informações para o modelo simplificado.

Veja quais são as principais deduções do IR pelo modelo completo:

  • Despesas médicas podem ser deduzidas integralmente
  • Despesas com educação podem ser abatidas até o limite de R$ 3.561,50 por pessoa em 2017
  • Dependentes geram um abatimento de R$ 2.275,08 por pessoa
  • Contribuição para plano de previdência privada do tipo PGBL pode ser abatida até o limite de 12% da renda
  • Recolhimento de INSS de empregado doméstico pode ser abatido até o limite de R$ 1.171,84 em 2017
  • Livro-caixa de profissional autônomo pode ser incluído como dedução integral

(Téo Takar, colaboração para o UOL, em São Paulo)

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