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4 fatores que aumentam suas chances de ficar rico

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Valter Police

Valter Police

Planejador Financeiro CFP(R), é o Head da Academia Fiduc, além de administrador de carteiras registrado na CVM.

08/03/2021 04h00

Um dos professores mais brilhantes que já tive, Scott Galloway, da Escola de Negócios Stern na Universidade de Nova York, tem alguns conceitos muito interessantes sobre como ficar rico, nos quais vou me inspirar e adaptar para nossa realidade, para te entregar a "fórmula matemática para a riqueza".

Para começar essa conversa, precisamos, antes de mais nada, ter claramente a definição sobre o que é "ser rico"?

Ser rico é ter uma renda passiva maior do que os seus gastos. E por renda passiva, não quero dizer necessariamente rendas que "caem na conta" automaticamente, como aluguéis de imóveis ou dividendos de ações, além de uma eventual aposentadoria, mas um valor que possa ser retirado dos investimentos mensalmente, desde que em uma proporção que os faça ainda existirem até a idade da expectativa de vida.

Com esse conceito claro, a fórmula matemática para a riqueza tem quatro fatores. Se você usar bem esses fatores, suas chances aumentam muito. São eles:

Fator da riqueza 1: foco

Persistência e resiliência são necessárias ao longo do caminho. Uma pessoa que se adapta e não desiste nunca tem as características mais importantes para que se torne rica.

Outro ponto é a escolha da carreira profissional, que precisa ser prazerosa, é claro, mas, se deixar levar apenas por uma paixão, que não mostra possibilidades financeiras interessantes, pode ser perigoso. Encontre uma carreira para a qual tenha algum talento, mas que também lhe dê boas chances de ganhar dinheiro.

E lembre-se de que é importante saber que existem coisas que você controla e outras que não. Seu foco deve ser mantido naquelas que você pode controlar, como, por exemplo, suas escolhas nos gastos que faz.

Fator da riqueza 2: autocontrole

Vou dividir esse tema em duas partes. A primeira parte é sobre compras: quando confrontado por uma tentação de consumo, tente não agir por impulso e seja mais racional. Em uma sociedade na qual os estímulos para o consumo são abundantes, as tentações estão por todos os lados, nos fazendo acreditar que todo mundo tem mais sucesso do que nós.

Desta forma, temos que evitar essas tentações e, quando não pudermos evitá-las, agir com o máximo de racionalidade possível. Um bom exemplo é a regra das 72 horas. Se você sentiu necessidade de comprar algo, espere 72 horas antes de decidir. Nesse período, a maior parte das emoções da compra terá passado, e sua decisão tenderá a ser mais lógica e coerente. Disciplina com seus gastos é fundamental!

A segunda parte é sobre oportunidades de investimentos: não se iluda com investimentos cujas propagandas te induzem a crer que ficará rico rapidamente (day-trade, robôs, cripto e por aí vai). Eles são feitos com os mesmos princípios dos jogos de azar e podem levar a vícios. Ou seja, essas oportunidades passam a sensação de que não se repetirão e que estão acabando ("ou hoje ou nunca mais"). Não caia nessa e tome melhores decisões, todos os dias.

Fator de riqueza 3: tempo

Os juros compostos podem te dar muito dinheiro, mas para isso é necessário tempo, que é o mais escasso dos nossos ativos. A diferença entre investir "antes" ou "depois" é absurda. Se você guardar dinheiro por dez anos e começar aos 25 terá, quando chegar aos 65, mais do que o dobro de quem também guardou por dez anos a mesma quantia, mas começou a guardar apenas aos 35.

Em compensação, se começar apenas aos 45, terá menos da metade de quem começou aos 35, também guardando o mesmo dinheiro pelo mesmo tempo.

Não pense que um bom investimento irá crescer do dia para a noite —isso é uma ilusão de quem quer te vender algum produto. Pense em seus investimentos como uma árvore: quando observada por curtos períodos de tempo, parece que não mudou em nada, mas quando você observa ao longo de mais tempo, percebe como ela cresceu.

Buscar investimentos que mostrem grandes resultados em curtos espaços só te faz buscar algo que não existe e, no processo, perder dinheiro. Ah, vale a pena refletir que esse raciocínio serve para outras coisas além do dinheiro, como hobbies, habilidades, carreiras e também relacionamentos. Em todas elas, o tempo é fundamental.

Fator de riqueza 4: diversificação

Nós já falamos em foco, mas em investimentos o foco, no sentido de uma única coisa, é o que mais precisa ser evitado. O famoso economista Milton Friedman popularizou a frase "não existe essa coisa de almoço grátis", falando sobre finanças, mas o pai da teoria moderna das finanças, Harry Markowitz, disse que a diversificação é o único almoço grátis nesse assunto. Ele quis dizer que essa prática só tem prós e nenhum contra.

Quando você investe para o longo prazo, passará por períodos bons e também por períodos ruins. Assim, a diversificação faz o papel de um "colete à prova de balas", que protege seus investimentos nos momentos críticos, sem necessariamente cobrar um preço por isso. Os maus momentos ainda vão doer, mas não serão fatais.

Diversificar é uma tarefa muito mais complexa do que parece, se você quiser fazer isso direito e, em geral, requer serviços de gestão profissional. Mas, mesmo que você não conte com esses serviços, lembre-se de ter várias classes de ativos em seu portfólio sempre, sem se empolgar com algumas delas quando estiverem em alta e concentrar uma parte muito grande, nem se desiludir com alguma outra quando estiver em baixa e eliminá-la de sua carteira. Como regras gerais, evite fazer "trading", tentando acertar o timming do mercado e, acima de tudo, diversifique.

Em resumo, foque no que importa e no que você controla; tenha autocontrole diante de tentações; deixe o tempo fazer seu trabalho; e diversifique seus investimentos.

Esses princípios realmente funcionam. Experimente!

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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